Signal e Telegram 'sofrem' com o êxodo do WhatsApp

Rui Bacelar
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O Signal e Telegram registaram um imprevisto afluxo de novos utilizadores "fartos" da plataforma dominante, o WhatsApp. Apesar de a empresa do grupo Facebook já ter feito saber que não aplicará as mudanças anunciadas até maio próximo, o estrago está feito.

Por outro lado, as plataformas rivais usufruem assim de uma vaga redobrada de bonança que, tal como a 4gnews noticiou ontem, superou a capacidade dos servidores do Signal, deixando o serviço inoperacional durante várias horas até à madrugada de hoje (16).

A Signal continua a debater-se com o êxodo do WhatsApp

Caso estejam a tentar usar os serviços da Signal e não consigam não há nada de errado com o vosso dispositivo móvel. A plataforma continua a debater-se com dificuldades em acomodar o êxodo de utilizadores do WhatsApp que migraram para este serviço.

Após a primeira exposição na 4gnews, a problemática manteve-se até à madrugada de hoje (16), com a empresa a recorrer ao Twitter para assegurar os utilizadores. "Continuamos a trabalhar o mais depressa possível para trazer mais capacidade aos servidores e gerir os picos de tráfego", assim se lê numa das mais recentes publicações na rede social.

Perante o exposto vários utilizadores da plataforma expressaram a sua gratitude perante os serviços da empresa. Alguns, como evidencia o seguinte tweet, foram mais longe ao apoiar financeiramente a Signal.

O apoio espontâneo que se fez sentir junto da Signal indica que um número crescente de utilizadores descontentes com as práticas de outras plataformas, nomeadamente o WhatsApp. O serviço dominante, apesar de ter recuado na implementação dos novos Termos, debate-se com dificuldades ao tentar reconquistar a confiança do público.

A Telegram congratula-se com o fiasco do WhatsApp

Com mais de 500 milhões de utilizadores ativos, mais de 25 milhões de novos utilizadores agregados em três dias e mais a cada hora que passa, a Telegram é uma das melhores alternativas ao WhatsApp. No entanto, também a Telegram sente a pressão "extra" com o súbito afluxo de novos utilizadores descontentes com a plataforma dominante e decididos a encontrar uma nova solução.

Adicionalmente, a Telegram recebeu uma forte migração de antigos utilizadores da plataforma Parler. A rede social sem moderação que acolhia grupos de extrema-direita, recentemente removida da Play Store, App Store, tendo inclusive os seus servidores desativados pela Amazon Web Services.

Há novos desafios para as plataformas de comunicação online

Como resultado, também a Telegram se debate agora com novos canais e sobretudo utilizadores que podem tirar proveito dos seus serviços para prosseguir fins opostos aos princípios democráticos de um Estado de Direito.

Há, portanto, novos desafios a serem enfrentados por ambas as alternativas ao WhatsApp. O primeiro, de fácil solução, consiste no reforço dos servidores para evitar que o serviço fique indisponível durante os picos de utilização.

O segundo, mais sensível, apelará ao bom-senso e boa-fé dos utilizadores, e principalmente aos mecanismos de moderação das plataformas online. Esta temática tem despertado críticas junto da Comissão Europeia.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com as novidades de tecnologia na 4gnews. Email: ruifbacelar@gmail.com