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A partir de 9 de outubro, quem não paga pelo Gemini vai ficar mais restrito. Quem paga pelo AI Plus também vai sentir as consequências da mudança.

Gemini
Foto de Aerps.com na Unsplash

A partir de 9 de outubro, a Google vai limitar os modelos que podes usar na app Gemini sem pagar. Quem não tem subscrição fica só com o Flash-Lite (3.5). O Flash (3.6) e o Pro (3.1), que até agora estavam disponíveis, deixam de estar acessíveis na conta gratuita.

O que muda em cada plano?

Plano Preço em Portugal Flash-Lite Flash Pro
Sem custos 0 €/mês Sim Não Não
AI Plus 4,99 €/mês Sim Sim Não
AI Pro 21,99 €/mês Sim Sim Sim
AI Ultra desde 99,99 €/mês Sim Sim Sim


Os subscritores do AI Plus também perdem qualquer coisa: o Pro deixa de estar disponível. A Google diz que vai enviar um email a explicar quando é que a mudança chega a cada conta.

Quem tem AI Pro ou AI Ultra não perde nada. Pelo contrário, o AI Pro passa a incluir o Deep Think, a opção de "raciocínio paralelo máximo" que até agora só estava nos planos mais caros, a partir de 99,99 € por mês.

Mais esforço e mais consumo

Outra novidade que deve chegar este mês são os níveis de esforço baixo, médio e alto para cada modelo disponível. Quanto mais alto o nível, mais completas tendem a ser as respostas e melhor o modelo se sai em tarefas difíceis. O senão é que gastas mais do teu limite de utilização.

Hoje só tens a opção "Extended thinking", por isso isto aproxima a app do que já existe no Google AI Studio e no Antigravity.

O que tirar daqui...

Isto não surge do nada. Em maio, a Google já tinha mudado o sistema de limites para uma lógica baseada em consumo de computação. Agora dá o passo seguinte e passa a usar o acesso aos modelos como forma de separar os planos.

Dá para perceber o que vai na cabeça da Google: os modelos maiores custam mais a correr, e a Google quer que quem os usa com frequência pague por isso. O que muda é que o plano gratuito deixa de ser uma porta de entrada para o melhor que a Google tem. Passa a ser uma versão leve, pensada para perguntas simples.

Provavelmente, o ponto mais interessante é o AI Plus. Fica no meio, com o Flash, mas sem Pro. Para quem pagava pouco para ter acesso ao modelo mais forte, o salto para o AI Pro é grande: de 4,99 € para 21,99 € por mês, ou seja, mais do que o quádruplo. Quase que parece que foi um modelo feito para empurrar utilizadores para cima.

Na página de preços portuguesa, a Google apresenta o AI Plus com o dobro do limite de utilização da versão gratuita, e o AI Pro com quatro vezes mais. O AI Ultra, a partir de 99,99 €, sobe para cinco vezes o limite do AI Pro, e o escalão de 219,99 € chega às 20 vezes.

E o Gemini 4 Argon?

Há ainda uma dúvida em aberto. A Google anunciou oArgon, o modelo que será a referência da geração Gemini 4, e que chega primeiro aos subscritores do AI Ultra. O que a empresa ainda não disse é se o Argon será classificado como um modelo Pro ou se vai criar um escalão acima.

Se o Argon ficar acima do Pro, o AI Pro pode acabar por não dar acesso ao melhor modelo da Google durante muito tempo. Mas isto é uma observação a seguir de perto nas próximas semanas.

O que deves fazer agora?

Se usas o Gemini de graça e dependes do Flash ou do Pro, testa o que precisas antes de dia 9, porque depois já não vais conseguir. Se és subscritor do AI Plus, fica atento ao email para saberes quando é que a mudança chega à tua conta. Vê também: O telemóvel Google Pixel 11 está a preço histórico após as ofertas do Prime Day da Amazon.

Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
O Rodrigo é colaborador na 4gnews e cobre assuntos como gadgets, telecomunicações e software. É licenciado em Comunicação e conta com 10 anos de experiência na criação de conteúdo escrito online.