
Há alguns gadgets importantes para quem anda de avião. Principalmente em viagens longas, uns fones podem fazer a diferença, para te manter entretido. A questão é que, para a United Airlines, a palavra-chave não é “importante” ou “recomendável”: é mesmo “obrigatório”.
Recentemente, a companhia aérea norte-americana refez o seu Contrato de Transporte. Uma das alíneas que mais surpreendeu foi o facto de ser obrigatório que qualquer passageiro tenha fones, se quiser consumir conteúdos multimédia. Caso contrário, o embarque é negado. Quem não tiver, a companhia oferece uns gratuitos (via NBC News).
Qual o motivo para esta nova regra?
Conforme tem avançado a imprensa internacional, há uma razão principal que podemos mencionar. Muitas vezes, em voos, o passageiro do lado ou de trás está a reproduzir conteúdos multimédia com o volume ligado e sem fones.
O problema é que há situações em que são várias pessoas a fazer a mesma coisa. Conclusão: gera-se demasiado barulho dentro do avião, o que pode prejudicar o bem-estar dos outros passageiros, principalmente em viagens de longo curso, onde poderão querer descansar.
Assim, sempre que alguém quiser ouvir algum conteúdo, tem a obrigatoriedade de ligar os fones. Depois, também há outra questão a ter em conta, que é a expansão do serviço de Internet via satélite Starlink. Isso levará mais pessoas a usar dispositivos móveis.
Desta forma, juntando os dois pontos acima mencionados, faz sentido a medida adotada pela United Airlines.
Uma regra que também era bem-vinda noutros meios de transporte
A obrigatoriedade do uso dos fones pode, naturalmente, ser discutível. No entanto, não é só nos aviões que faria sentido (pelo menos) um incentivo ao uso de fones. Mesmo em Portugal, tomemos como exemplo as viagens de autocarro de longo curso.
A título individual, volta e meia uso a Rede Expressos, a FlixBus ou outras companhias, para viagens de algumas horas. Principalmente à noite ou de manhã cedo, é recorrente querer descansar e não conseguir, porque alguém tem o YouTube aberto sem fones.
Creio que mais passageiros poderão pensar da mesma forma e um incentivo ao cumprimento desta norma pudesse ser mais benéfico do que prejudicial.
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