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Falo em nome próprio mas de certeza que toda a equipa da 4GNews subscreveria a minha mensagem. Se estiver a conduzir não se distraia com o telemóvel. Não é só a sua segurança que fica comprometida mas também a de vários terceiros, perfeitamente inocentes.

Raro é o dia em que não veja alguém a conduzir com uma mão e a segurar o smartphone com a outra. Sim, eu sei que todos temos uma capacidade de equilíbrio incrível e dotes de malabarismo capazes de fazer inveja aos nossos primos chimpanzés.
Somos campeões da arte do desenrasca e exímios a subestimar situações de perigo. Pena é, que circulem mais pessoas nessas estradas.

   

Este fenómeno, que segundo dados da Divisão de Trânsito da PSP, multiplica o risco de acidente em 23 vezes (uso de telemóvel durante a condução) e que o pode habilitar a uma coima de 120 a 600€, mais do que suficiente para comprar um novo smartphone.

Longe de ser um fenómeno exclusivamente português, atinge proporções epidémicas em países como os USA, mas felizmente começam a despontar tecnologias prometedoras que em breve poderão por um travão no carro, já que  incutir juízo no condutor é geralmente um esforço em vão.

Uma equipa da Universidade Estadual do Estado de Santa Catarina, no Brasil, pode ter chegado à solução. De acordo com a MIT Technology Review a equipa criou uma combinação entre software/hardware que é capaz de detectar quando o condutor está a falar ou escrever mensagens ao volante.

studio photography;automobiles;car;vechile;automative media;autos;izmocars;O sistema funciona da seguinte maneira: Uma pequena e discreta câmara é instalada no tablier da viatura e vai gravando alguns clips, pequenas gravações do condutor que em seguida são editadas e cortadas à volta da cara do condutor. Em seguida, um algoritmo processa cada um desses clips de 3 segundos à procura de mãos perto da cara da pessoa que está a conduzir.

Quanto mais notória for a mão maiores serão as probabilidades do algoritmo concluir que a pessoa está a ser irresponsável. E como se não bastasse sermos alvo de censura tecnológica, o sistema poderá alertar o condutor e chamá-lo à atenção, seja através de um alerta sonoro, como o aviso quando está sem o cinto de segurança, a um aviso luminoso no painel de instrumentos. As possibilidades são variadas.

No entanto, a construção deste algoritmo é só metade da batalha, em seguida terão que convencer as construtoras a incorporar este sistema nos seus automóveis. Há que vender o produto, claro está. Mas, se até há bem pouco tempo aquele apito irritante de falta de cinto de segurança era uma novidade, rapidamente se espalhou por toda a indústria automóvel e deixou de ser apenas mais um extra.

Um pequeno aparte, existem vários kits mãos-livres que pode ligar ao isqueiro do seu carro e que custam bem menos do que uma coima de 120€, na melhor das hipóteses. A grande maioria dos profissionais que tenham que se deslocar e estar acessíveis ao mesmo tempo já usam isto. Outras alternativas como smartwatches ou auriculares não são permitidos pelo nosso código de estrada.

1 — É proibido ao condutor utilizar, durante a marcha do veículo, qualquer tipo de auscultadores sonoros e de aparelhos radiotelefónicos. 
2 — Exceptuam-se do número anterior: 
              a) Os aparelhos dotados de um auricular ou de microfone com sistema alta voz, cuja utilização não implique manuseamento continuado;
4 — Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de € 120 a € 600.

*Excerto do artigo 84º do Decreto-Lei nº 265-A/2001 de 28-09-2001

Achei por bem partilhar esta notícia/artigo de opinião apesar de ocasionalmente também pegar no smartphone para ver quem me está a ligar, e mesmo no curto tempo que demoro a rejeitar a chamada pode ser o suficiente para ficar a conhecer o condutor da frente.

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Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).