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O mercado dos Estados Unidos da América mostra-se cada vez mais adverso às investidas da fabricante chinesa.

A Huawei tem tentado implementar-se no mercado norte-americano há vários anos sem sucesso aparente. Apesar das diversas tentativas a 3ª maior fabricante mundial de dispositivos móveis perderia a hipótese de vender os seus terminais Android através das operadoras AT&T e da Verizon. Entretanto a situação continuaria a degradar-se e a (única) resposta passa pela Europa onde querem passar a Samsung.

Mais recentemente também a Best Buy deixaria de comercializar os seus dispositivos através das lojas físicas. A Huawei ficou sem aliados nos Estados Unidos da América e sem forma de vender os seus terminais Android a não ser na sua loja online.

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Impedida de entrar nos Estados Unidos da América a Huawei volta-se para a Europa com um novo vigor, algo que já havia demonstrado no passado. Apesar do rude golpe sofrido no mercado norte-americana, a Europa mostra-se cada vez mais receptiva aos seus terminais Android.

Na Europa a Huawei tem um mercado fértil à sua disposição e cada vez mais acostumada aos seus produtos. Aliás, o nome da marca já é associado a qualidade de fotografia, muito graças à LEICA e à recente avaliação da DxOMark. A fabricante Android tem noção disso mesmo, tal como o demonstrou recentemente Changzhu Li, vice-presidente do departamento de dispositivos móveis da Huawei.

Estados Unidos da América “fecharam a porta” à Huawei

Durante uma reunião anual com os analistas de mercado em Shenzhen, Li afirmaria que os Estados Unidos da América “fecharam as portas” à Huawei. Quando interrogado sobre o porquê de tantas fabricantes quererem entrar no mercado norte-americano Li responderia que tudo se deve à sua dimensão. Com efeito, neste momento segundo os indicadores da agência IDC os EUA são o 3º maior mercado mundial de dispositivos móveis, atrás apenas da China, em 1º lugar e da Índia, em 2º. O executivo Changzhu Li acrescentaria ainda que este mercado é perfeito para as fabricantes de dispositivos móveis pelo seu potencial implícito.

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A fabricante chinesa apostará forte no Velho Continente. O mercado norte-americano terá de esperar. ©reuters

Ambição de ultrapassar a Samsung mantém-se, agora na Europa

Quando interrogado sobre qual o melhor curso de ação a seguir, Li afirmaria que o futuro passa cada vez mais pela Europa. Solidificando aqui a sua posição com os seus dispositivos móveis Android, principalmente para fazer frente à Samsung.

Frisaria ainda os esforços encetados durante vários anos para contactar com as operadoras norte-americanas. Isto de forma a entrarem naquele mercado dominado pela Apple e pela Samsung. Todavia, os EUA não foram simpáticos com a Huawei e durante a administração Trump iso não mudará. A Huawei sente-se empurrada do mercado norte-americano, tal como várias outras empresas chinesas.

Ainda recentemente o presidente Trump impediria a aquisição da Qualcomm pela Broadcom. A atual administração não quer que as empresas norte-americanas percam independência. Ora, ao mesmo tempo, limita as ações da possível concorrência colocada pelas empresas chinesa.

Posto isto, a aposta na Europa será uma das prioridades da Huawei. Aqui visará impor-se como a maior alternativa perante os dispositivos Android da Samsung. Para esse efeito não poupará em qualquer departamento.

A administração da Huawei reconhece assim a importância da Europa, referindo também a tolerância demonstrada pela nossa cultura. O evento de apresentação em Paris onde a marca apresentou os seus novos smartphones Android seria uma prova disso mesmo.

Em suma, redobra-se a aposta no nosso continente, mantém-se o objectivo de alcançar a Samsung.

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