
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | AMOLED 6,3", 120 Hz, 2.600 nits |
| Processador | Exynos 2600 |
| Câmara | 50MP+12MP+10MP, frontal 12MP |
| Bateria | 4.300 mAh, carregamento rápido 25 watts |
| Proteção | IP68 |
Não há duas sem três. Testámos o Samsung Galaxy S26 Ultra, analisámos o Galaxy S26+ e agora temos connosco o Galaxy S26 base. Este smartphone compacto fecha o trio maravilha de topo da Samsung para 2026. Mas será que este compacto chega com argumentos suficientes para se impor no mercado tão competitivo como o de smartphones? Nas duas últimas semanas, o Galaxy S26 foi o meu telefone principal e agora é chegado o momento de partilhar esta experiência compacta, com sensação de déjà vu.
Design e construção

Com 7,2 mm de espessura, 167 gramas de peso e ecrã de 6,3 polegadas, o Galaxy S26 é um compacto sério à séria. É bastante mais leve que o Xiaomi 17 com os seus 191 gramas e também consegue superar os 177 gramas do iPhone 17. Portanto, no campeonato de quem é o compacto mais compacto, o Galaxy S26 ganha o título de rei.
Efetivamente, cabe perfeitamente no bolso do casaco e perde-se (muito) nas malas femininas; consegues manuseá-lo apenas com uma mão e nunca pesa em demasia. A estrutura em alumínio com o acabamento em vidro torna-o muito confortável de usar e o painel traseiro fosco dissimula as impressões digitais, ainda que não as faça desaparecer.
Ecrã e áudio

À semelhança do modelo anterior, o Galaxy S26 está equipado com um ecrã AMOLED de 6,3 polegadas com resolução 2340 por 1080 pixéis, taxa de atualização de 120 Hz e brilho máximo de 2.600 nits. Conseguimos ver bem os conteúdos em ambiente fora de portas, mas sentimos falta da tecnologia antirreflexos presentes em outros modelos premium da Samsung. E vamos ao pormenor porque estamos a falar de um telefone que ultrapassa a barreira psicológica dos 1.000 € – ficamos mais exigentes, claro.
Estamos perante um bom ecrã para produtividade e entretenimento, seja este em modo streaming ou navegação pelas redes sociais, com uma atualização eficiente. As cores reproduzidas são também reais e vívidas. Mas começamos a sentir uma sensação de dejá vú porque, face ao Galaxy S25, não há novidades.
O áudio é bastante competente para acompanhar séries e filmes. Também é sólido a debitar a tua playlist e com mais clareza até que o Galaxy S25. Bem, encontrámos uma diferença, ainda que seja subtil, sente-se e é muito bem-vinda. Pessoalmente, prefiro que seja sacrificado o volume a favor de mais nitidez no áudio.
Desempenho e software

Em Portugal, o Samsung Galaxy S26 é comercializado com o processador Exynos 2600, o primeiro da marca (e do mercado), baseado no processo de 2 nm. O modelo em teste está equipado com este chip aliado a 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno. Na prática para o utilizador, o novo chip traz um aumento de desempenho e uma melhor eficiência energética e térmica.
Efetivamente em desempenho, este modelo base não deixa ninguém ficar mal. Lida bastante bem com a multitarefa, faz qualquer coisa que lhe peças e mesmo em jogos mais exigentes, responde à altura. Mas há um ponto em que o novo processador não é tão eficiente quando o desejado: a gestão térmica.
Em sessões mais prolongadas com tarefas mais exigentes, começas a sentir um ligeiro aquecimento no painel traseiro, junto à câmara. Se insistires em continuar, vai aquecer mais. Não te queima as mãos e não atrapalha a fluidez na execução de tarefas no terminal. Mas é um ponto menos positivo a assinalar num modelo que custa mais de 1.000 €. Quanto a pontuações no Geekbench 6, os valores são bons e não ficam muito distantes do seu “irmão” Galaxy S26+.
Pontuação do Samsung Galaxy S26 no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 3104 pontos; Multi-core: 10627 pontos
- GPU: 24496 pontos
Quanto ao software, estamos perante uma One UI 8.5 matura e perfeitamente adaptada ao sistema operativo Android. Na realidade funcionam como uma única peça, muito bem oleada, por tantos anos em convívio. A interface é bastante intuitiva, fluida e rápida.
Este terminal está abrangido por 7 anos de atualizações no software. Portanto, este “casamento” feliz vai manter-se até à chegada do Android 23, já que chega a executar Android 16. E quando temos um smartphone Samsung na mão é inevitável falarmos de IA. Uma palavra ainda para o modo DeX 2.0 que permite ver o conteúdo do telefone num monitor emparelhado e arrastar e largar ficheiros. Este mesmo modo permite também redimensionar as apps no ecrã do telefone para uma multitarefa mais eficiente e funcional.
Ainda que tenha recursos Galaxy IA em barda, pouco ou nada há de novo. Todos estes recursos funcionam de forma competente com a Samsung a mostrar o seu know-how na matéria. Mas tanto os recursos como a sua eficiência reforçam a sensação de déjà vu, levando-nos mesmo a espreitar o painel traseiro para termos a certeza de que este é o novo Galaxy S26.
Câmaras

Também no sistema ótico, a Samsung manteve a fórmula passada. O Galaxy S26 está equipado com um sensor primário de 50 megapixéis, um ultrawide de 12 megapixéis e um sensor telefoto com 10 megapixéis. Na frente, está uma câmara de 12 megapixéis.
Esta configuração mantém-se sólida e competente como já acontecia no Galaxy S25. As imagens parecem ter tons mais quentes, possivelmente resultado de algumas otimizações feitas ao nível do processamento no software. Como podes ver pelos exemplos apresentados, as cores são reais, vívidas e o nível de detalhe bastante bom.
Podes levar este telefone para as tuas férias de sonho. Não te vai dar os resultados (quase) profissionais do Huawei Pura 80 Ultra ou Xiaomi 17 Ultra, mas ficas com os momentos muito bem captados em qualidade para memória futura.
No modo retrato, capta bem os detalhes; o exemplo dos bigodes do felino assim o mostra. Pessoalmente gostava que o efeito de desfoque (bokeh) fosse mais acentuado. O zoom funciona relativamente bem em valores mais baixos, quando levado ao máximo de 30x as imagens ficam granuladas e também é difícil enquadrá-las durante a captação.

Por sua vez, a câmara frontal, à semelhança do que acontecia com o seu antecessor, fornece bons resultados, capazes de fazer boa figura nos conteúdos para redes sociais. Lida bem com a luz, ainda que nos tons de pele acabe por ser demasiado subtil – sobretudo se o sujeito fotografado ainda está em modo cor de inverno rigoroso.
Em resumo, a câmara do Galaxy S26 fornece bons resultados para fotógrafos amadores que tenham uma exigência média. As fotos captadas por este telefone podem figurar no álbum de fotografias e até têm mais do que qualidade suficiente para serem exibidas nas paredes de casa. E ainda que se sintam as melhorias no software, gostávamos de ver a Samsung a dar uma câmara melhor ao Galaxy S26. Se os preços dos smartphones continuarem a aumentar, precisamos de “mimos” para que a família Galaxy S nos continue a conquistar.
Bateria e carregamento

A bateria de 4.300 mAh é uma novidade no Galaxy S26. Face ao modelo anterior ganhou 300 mAh em capacidade. É um pequeno passo que esperamos que seja o primeiro para a Samsung alcançar o marco de (pelo menos) 5.000 mAh – que é já quase uma norma em alguns dos rivais.
Com uma utilização típica de consulta de email, navegação Web e redes sociais, ver alguns vídeos e tirar algumas fotos, o Galaxy S26 aguenta um dia de utilização. Mas tens de o carregar à noite.
E aqui está o calcanhar de Aquiles deste smartphone. O carregamento de 25 watts deve ser um dos menos céleres do mercado neste segmento de telefones. Estamos a falar de 1h15m para que a bateria deste telefone vá dos 20% aos 100%. O Galaxy S26 já merecia mais do que isto, até porque alguns rivais queimam este tempo, levando pouco mais de 20 minutos. Vá lá, Samsung, é mesmo preciso acelerar o carregamento.
Para quem é o Samsung Galaxy S26
- Utilizadores que querem ter um smartphone compacto e manusear o telefone com uma só mão;
- Utilizadores que dão prioridade a um desempenho sólido
- Utilizadores que usam o smartphone para verem conteúdos de plataformas de streaming;
- Utilizadores que querem fotos com cores vívidas, reais e com um bom nível de detalhe;
- Utilizadores que gostam de manter o mesmo telefone durante vários anos seguidos;
- Utilizadores que pretendem substituir modelos Galaxy mais antigos, como o Galaxy S22
No entanto, para os utilizadores que têm o Galaxy S25 é difícil recomendar o upgrade para o Galaxy S26, já que o novo modelo base regista poucas diferenças face ao seu antecessor. Também não é uma boa escolha para utilizadores que dão prioridade a carregamento rápido com velocidades a partir dos 60 watts.
Conclusão

O Samsung Galaxy S26 é um dos melhores smartphones compactos disponíveis no mercado. Fornece um desempenho sólido, uma navegação fluida e o seu ecrã é bom para trabalhar e descontrair. Os recursos baseados em tecnologia IA (Galaxy IA) mostram o know-how da marca e solidificam a posição da Samsung nesta área específica e muito requisitada pelos utilizadores. A câmara também fornece resultados com boa qualidade que vão responder às exigências dos fotógrafos amadores com um nível de exigência médio.
Peca pelo carregamento (pouco) rápido de 25 watts, pela ausência de tecnologia antirreflexo que seria bem-vinda e necessária num smartphone posicionado no segmento premium. Peca também pela ausência de novidades significativas face ao seu antecessor. A mais relevante é, aliás, o preço. Enquanto o Galaxy S25 se absteve de chegar com um preço inicial superior a 1.000 €, o Galaxy S26 foi forçado a fazê-lo devido à crise de memória RAM que afeta o mercado.
Repito, o Galaxy S26 é um dos melhores compactos do mercado, mas o seu sucessor precisa de dar-nos mais novidades para que o modelo base premium da Samsung continue a ter seguidores fiéis e com vontade de investirem o seu dinheiro neste terminal.
