
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | 6,7 polegadas, QHD+, Dynamic AMOLED 2X, 120 Hz |
| Processador | Exynos 2600 |
| Câmaras | 50 MP grande angular + 12 MP ultra angular + 10 MP telefoto |
| Bateria e Carregamento | 4900 mAh, 45 W com fios e 25 W sem fios |
| Preço em Portugal | A partir de 1299,90 euros |
O papel do filho do meio nunca é fácil, como é o caso do Galaxy S26+ na série de smartphones topo de gama da Samsung. Esta é a variante que serve de ponte entre o modelo base mais compacto e o topo de gama Galaxy S26 Ultra. No entanto, a fabricante optou por uma abordagem conservadora nesta geração.
Estamos perante uma mudança tímida, onde a marca apresenta grande maioria dos componentes do ano passado. Além disso, o preço de entrada subiu de 1199 euros para 1299,90 euros na versão de 256 GB. Isto atira o equipamento para um espaço onde enfrenta rivais com baterias maiores, carregamentos muito superiores e conjuntos fotográficos mais avançados, como o OPPO Find X9 Pro ou o Honor Magic8 Pro.

Experiência de utilização
Design e construção
Pegar no Galaxy S26+ é ter um momento de "déjà vu". O telemóvel apresenta as dimensões de 75,8 x 158,4 x 7,3 mm e o peso exato de 190 gramas do seu antecessor. A estética minimalista com as lentes da câmara a sobressaírem diretamente no canto superior esquerdo do painel traseiro mantém-se. Ou seja, continua a ser fino e a abanar se o tentares usar pousado numa mesa.
Como seria de esperar de um topo de gama, conta com certificação IP68 que o certifica para mergulhar em água e é resistente a poeira. É um equipamento muito bem construído e confortável, mas que não oferece o chamado fator novidade para quem procure uma lufada de ar fresco no design. E isso não é necessariamente mau, pois conseguimos identificar ao longe de que marca é o produto.

Ecrã e áudio
Neste departamento, a falta de grandes novidades é mais fácil de perdoar. O painel de 6,7 polegadas com resolução QHD+ e tecnologia Dynamic AMOLED 2X continua a ser um dos melhores da indústria. A taxa de atualização adaptativa de 1 a 120Hz dá uma fluidez exímia ao navegar no sistema que a Samsung prima nos seus topos de gama.
Seja a navegar entre menus ou a fazer scroll nas redes sociais, revelou-se extremamente fluido nos nossos testes. A funcionalidade Vision booster ajuda a que consigas ler qualquer texto sob a luz direta do sol. Se gostas de ver séries ou jogar no smartphone, as cores saturadas do ecrã e as margens bastante reduzidas ajudam à experiência premium.

O som estéreo acompanha a qualidade da imagem e proporciona uma ótima experiência de áudio para consumo multimédia. Não são os melhores altifalantes nesta faixa de preço, mas fazem jus a um topo de gama e contam com a clareza já sentida em modelos anteriores a ouvir a nossa playlist favorita no Spotify.
Desempenho e software
A grande alteração no interior é o regresso da fabricante aos seus próprios processadores em solo europeu, abandonando a Qualcomm nesta gama. O Galaxy S26+ vem equipado com o processador Exynos 2600. Em termos de testes, este motor coloca-se ligeiramente acima do Snapdragon 8 Elite do ano passado, mas fica uns furos abaixo do Snapdragon 8 Elite Gen 5 que equipa o modelo Ultra. Os números no Geekbench 6 assim o indicam.
Pontuação do Samsung Galaxy S26 Plus no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 3154 pontos; Multi-core: 10715 pontos
- GPU: 24910 pontos

Na prática, pelos nossos testes, a verdade é que não vais notar qualquer diferença. O telemóvel voa em qualquer aplicação que lhe atires, gere várias tarefas em simultâneo com os seus 12GB de RAM sem qualquer esforço e o sistema operativo Android 16 com a interface One UI 8.5 está bastante refinado.
Uma novidade muito bem-vinda no uso diário é a atualização para a conectividade Bluetooth 6.0. Esta norma permite ligações mais estáveis aos teus auriculares sem fios e uma eficiência energética superior quando tens múltiplos acessórios ligados em simultâneo.

Câmaras
A falta de ousadia repete-se no hardware fotográfico. Tens ao teu dispor a mesma câmara principal de 50 MP, a ultra angular de 12 MP e a lente telefoto de 10 MP com zoom ótico de 3x. Na frente, mora o conhecido sensor de 12 MP. A qualidade das fotografias continua a ser boa, com o processamento de imagem a garantir cores vibrantes e um bom alcance dinâmico.
No entanto, por 1299 euros, esperava-se um salto geracional, especialmente num mercado onde os concorrentes chineses já oferecem sensores consideravelmente maiores e capacidades de zoom e fotografia noturna mais avançadas nesta mesma faixa de preço. A qualidade de vídeo é boa e fornece dos resultados mais estáveis que tenho encontrado nos smartphones Android, ainda que atrás de um iPhone 17.
Bateria
A decisão de manter a capacidade nos 4900 mAh é algo questionável. Se fores um utilizador moderado que usa o telemóvel para redes sociais, chamadas e algumas fotos, vais chegar ao final do dia sem problemas. Contudo, se fores um utilizador intensivo que joga, usa o GPS frequentemente e consome muito vídeo, vais precisar de 'sumo' mais cedo. Tudo depende do teu uso.
O carregamento com fios mantém o limite dos 45 W, que te entrega cerca de 69 por cento de carga em meia hora. A novidade é a melhoria no carregamento sem fios, que subiu de 15 W para 25 W, poupando-te tempo precioso quando encostas o equipamento a uma base na tua secretária de trabalho ou mesa de cabeceira.

Para quem é o Samsung Galaxy S26 Plus
- Utilizadores que possuam um Galaxy S21+ ou S22+ e procurem uma atualização para manter-se no modelo mais recente da marca;
- Consumidores que querem um ecrã grande e plano de qualidade inegável, mas rejeitam o peso e as maiores dimensões do modelo Ultra.
Para quem não é o Samsung Galaxy S26 Plus
- Donos do modelo da geração anterior, uma vez que as melhorias são marginais e não justificam o investimento;
- Utilizadores muito intensivos que passam horas a jogar no telemóvel e precisam de uma autonomia de excelência;
- Quem valoriza ter a melhor câmara possível pelo dinheiro investido.
Conclusão
O Samsung Galaxy S26+ é um bom smartphone prejudicado pelas circunstâncias. Ao subir o preço em cem euros e ao manter grande parte do hardware inalterado, a fabricante colocou-o numa posição difícil. É aqui que entra a jogada de mestre do departamento de marketing, pois a versão Ultra de 256 GB custa 1499,90 euros.
Por mais 200 euros, dás o salto para o processador Snapdragon de última geração, ganhas um ecrã antirreflexo com tecnologia de privacidade, carregamento a 60 W, a útil S Pen e um sistema de câmaras superior. Feitas as contas, o modelo Plus acaba por servir de isco para te empurrar para o topo da cadeia alimentar. O Ultra é uma melhor compra no geral, sendo o Honor Magic8 Pro ou o OPPO Find X9 Pro boas alternativas nesta faixa de preço.
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