Samsung Galaxy Note 9 KGI
O próximo topo de gama da fabricante sul-coreana poderá abdicar deste tecnologia para o próximo “Note”.

Ming-Chi Kuo, provavelmente o analista mais famoso de toda a agência de análise de mercado, a KGI Securities. Kuo pronuncia-se normalmente sobre os desígnios da Apple, tendo sido o arauto das más vendas do iPhone X. Algo acabaria por não se confirmar totalmente com a Apple a atingir lucros recorde no fim de 2017. Agora, este mesmo analista pronuncia-se sobre o próximo topo de gama da concorrência, o Samsung Galaxy Note 9.

Este seria o mesmo analista que tinha previsto a utilização de um sensor biométrico / leitor de impressões digitais embutido no ecrã. Com o Samsung Galaxy Note 9 a chegar no 3º trimestre de 2018 existiria tempo suficiente para a implementação desta tecnologia. Contudo, Kuo volta agora atrás nas suas previsões. Afirma agora que a Samsung cancelará esta tecnologia para o seu próximo Note 9.

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A não utilização do sensor biométrico sob ecrã prender-se-á com dificuldades técnicas na implementação do leito embutido na tela. Ming-Chi Kuo (analista) prestou todas estas declarações à publicação MacRumors que compilou as suas declarações e as publicou em seguida.

Ao passo que anteriormente tínhamos previsto que o Samsung Galaxy Note 9, com chegada no 3º trimestre 2018, trouxesse o sensor biométrico sob o ecrã. Agora, acreditamos que a Samsung abdique desta tecnologia“. Avança Kuo à MacRumors. “Isto porque tanto o sensor ultrasónico ( fornecido pela Qualcomm) como o sensor ótico ( fornecido pela Samsung LSI, Goodix, Egis, e a Synaptics), não estão perfeitos. Tal como se encontram neste momento, não conseguem cumprir os requisitos técnicos impostos pela Samsung.” Acrescenta o analista da KGI.

Samsung Galaxy Note 9 sem leitor de impressões digitais no ecrã

Para o analista de mercado, a tecnologia envolvida e sensores necessários para a biometria sob o ecrã ainda carecem de aperfeiçoamento. Tal como se encontram neste momento, os sensores ainda apresentam várias imperfeições e arestas que precisam de ser limadas. Note-se que estes sensores biométricos embutidos no ecrã não funcionam quando se aplica uma película no ecrã. Ora, a grande maioria dos consumidores acaba por proteger os seus smartphones, particularmente o ecrã. Algo que invalidaria automaticamente a colocação destes sensores sob o display.

Samsung Galaxy Note 9 deverá ser apresentado em agosto

Samsung Galaxy S9 Android Samsung Galaxy Note 9 KGI
O próximo topo de gama da fabricante sul-coreana deverá abdicar desta tecnologia.

Recentemente vimos também alguns rumores e publicações que sugeriam o mesmo cenário para os Samsung Galaxy S9 e Samsung Galaxy S9 Plus. Para ambos os topos de gama a fabricante sul-coreana terá também tentado implementar esta tecnologia. Todavia, esta continuava muito “verdade” para ser implementada em larga escala.

Em ambos os topos de gama o sensor biométrico / leitor de impressões digitais continua presente na traseira dos smartphones. Todavia, está agora numa posição muito mais prática do que nos Samsung Galaxy S8 e Galaxy S8 Plus.

Tecnologia ainda apresenta alguns “entraves” técnicos – KGI

Apesar de todos os entraves que se opõem à aplicação comercial desta tecnologia, Kuo permanece otimista. A aplicação dos sensores biométrico sob o ecrã nos painéis OLED será liderada pela Samsung. Todavia, Kuo acredita que a produção em massa de ecrãs preparados para esta tecnologia e com estes sensores só começará no primeiro trimestre de 2019.

Estamos cientes de que os sensores biométricos sob o ecrã são a chave para ecrãs sem margens (full-screen). Acreditamos que o reconhecimento facial (Face ID) não poderá substituir completamente a biometria e o reconhecimento das impressões digitais. Posto isto, acreditamos que a tecnologia continuará a ser desenvolvida.” Avança Kuo da KGI em declarações à Macrumors.

Tecnologia continuará a ser desenvolvida – KGI

Mais ainda, o preço de cada módulo de sensor biométrico sob o ecrã é 4 a 6 vezes superior aos sensores capacitivos convencionais. Assim que começar a produção em massa da nova geração de sensores o seu preço baixará. Além disso as marcas poderão aumentar as suas margens de lucro“. Acrescenta o analista de mercado da KGI.

Face ID foi a alternativa encontrada pela Apple

Samsung Galaxy Note 9 Apple iPhone X 2019 monocelha KGI
É difícil ignorar a presença desta monocelha ou nem por isso?

Todavia, o interesse das fabricantes Android terá mudado para o reconhecimento facial (Face ID) com a apresentação do Apple iPhone X. O interesse destas em tecnologias de reconhecimento facial 3D terá triplicado desde que a Apple apresentou a câmara TrueDepth e a tecnologia FaceID. Algo que nos mostra claramente o impacto da Apple na definição de novas tendências em todo o mercado mobile.

Kuo avança ainda que durante os próximos dois a três anos teremos um forte aumento no número de smartphones Android com tecnologias idênticas ao Face ID. O reconhecimento facial 3D será implementado em cada vez mais produtos Android. Da mesma forma que já assistimos à massificação da “notch” ou monocelha. Em suma, antes de o leitor de impressões digitais sob o ecrã se tornar popular. Teremos cada vez mais Android’s a seguir o rumo da Apple.

Pessoalmente acredito que o leitor de impressões digitais sob o ecrã só se tornará popular se a Apple o utilizar. Já vimos isso com várias tecnologias num passado recente. Desde a utilização de uma porta USB do Tipo C. Até agora à monocelha ou à remoção da porta audio jack de 3.5mm.

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Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).