Samsung enfrenta problemas de escassez de chips com os novos Galaxy A

Rui Bacelar
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A mais recente geração de smartphones de gama média da Samsung - os novos Galaxy A - sofrem já com a atual escassez de componentes e semicondutores. A falta de chips condiciona a quantidade de smartphones disponíveis atualmente em loja.

Em causa estão os novos smartphones Samsung Galaxy A52, Galaxy A52 5G e, por fim, o Samsung Galaxy A72. Este é o novo trio que veio renovar o segmento de gama média (alta) da tecnológica líder de mercado, mas não devem chegar a todos os mercados.

A escassez de chips afeta cada vez mais empresas e fabricantes

Samsung Galaxy A52 5G

De acordo com a peça avançada pelo The Elec, apontada também pela Sammobile, a Samsung atrasou a chegada dos modelos Galaxy A52 5G e Galaxy A72 em mercados-chave devido a problemas na produção provocados pela escassez de chips.

Segundo estas fontes, a Samsung terá tido dificuldades em receber as quantidades necessárias de semicondutores da Qualcomm, mais concretamente o processador Snapdragon 750G a 8 nm. Este é o SoC que alimenta os seus smartphones de gama média.

Assim, privada de uma cadeia estável de abastecimento destes chips, a Samsung teve que atrasar a chegada destes dispositivos a diversos mercados, ainda que na Europa (e em Portugal) a fabricante líder de mercado tenha disponibilizado estes smartphones.

Aliás, com a exceção da Europa e dos Estados Unidos da América, é particularmente difícil encontrar os novos Samsung Galaxy A52, Galaxy A52 5G e Galaxy A72. Confrontada com a escassez de componentes, a marca concentrou esforços no nosso mercado e no norte-americano.

A nova linha Galaxy A é uma das mais cruciais para a Samsung

Ainda que a empresa tenha alertado os investidores para a escassez de componentes, tal não deixa de ser preocupante para a empresa. Esta é uma da linha de produtos que mais unidades vende mundialmente com os seus smartphones de gama média.

Resta saber se esta mesma problemática afetará a produção de outras linhas de produtos. Tendo em conta as quantidades exigidas pela fabricante é provável que as linhas de entrada, com mais procura, sintam iguais frustrações.

Por outro lado, as linhas de topo não deverão ser afetadas. Algo que se deve às menores quantidades de unidades produzidas nas gamas Note, S e Fold.

Por fim, esta escassez é particularmente notória nos produtos que usam processadores da Qualcomm. Note-se que estes SoC's são usados por outras fabricantes como a Xiaomi, Motorola, Realme, Vivo, entre outras.

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Rui Bacelar
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