
Num movimento raro, Samsung e Apple uniram forças para avançar judicialmente contra a Xiaomi. As donas do Galaxy e do iPhone acusam a fabricante chinesa de ter ultrapassado os limites numa campanha de marketing que intencionalmente prejudicava as concorrentes.
Ambas enviaram notificações legais de cessação e desistência, exigindo o fim imediato da campanha.
Apple e Samsung acusam Xiaomi de publicidade agressiva
A polémica começou durante o lançamento da série Xiaomi 15 na Índia, quando a marca chinesa decidiu provocar os rivais com uma campanha ousada. Entre as ações, chamou à câmara do iPhone 16 Pro Max de "fofa", colocando em destaque as capacidades fotográficas do Xiaomi 15 Ultra.
Em abril, a Xiaomi já tinha reforçado esta estratégia com um anúncio de página inteira num jornal, publicado no Dia das Mentiras, em que troçava da Apple ao afirmar que a câmara do iPhone 16 Pro Max não era rival para o seu mais recente flagship. A Samsung também não escapou às comparações diretas.

Fontes próximas do processo afirmam que o aviso de cessação e desistência enviado pelas duas gigantes visa precisamente travar este tipo de abordagem.
"Comparar especificações é aceitável, mas não deves nomear diretamente um concorrente específico. Em vez disso, basta dizer 'rivais'", explicou uma fonte ligada ao caso, como reportou a página Android Headlines.
Notificações legais e impacto no mercado indiano
O estilo de comunicação usado pela Xiaomi insere-se no chamado "marketing de emboscada", prática em que uma marca associa os seus produtos aos de um concorrente sem o seu consentimento.
Para a Apple e a Samsung, o risco está na potencial erosão da sua imagem em mercados estratégicos como a Índia, onde ambas dominam o segmento premium.
De acordo com os dados mais recentes da IDC, empresa líder global em inteligência de mercado:
- A Samsung manteve a liderança no mercado indiano de smartphones no segundo trimestre de 2025, com 14,5% de quota
- A Xiaomi surge logo atrás com 9,6%
- A Apple tem 7,5%
Apesar disso, a Apple está em clara trajetória de crescimento: no primeiro semestre de 2025 enviou 5,9 milhões de unidades, registando um aumento anual de 21,1%, com o iPhone 16 a destacar-se como o modelo mais procurado.
Xiaomi ainda não respondeu
Até ao momento, a Xiaomi não emitiu qualquer comentário oficial sobre o processo ou sobre as notificações legais recebidas.
A expectativa recai agora sobre como a marca chinesa irá reagir, já que a sua estratégia de comunicação agressiva lhe tem garantido destaque, mas também inimigos de peso.
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