Samsung cresceu mais do que a Xiaomi no mercado de wearables - IDC

Rui Bacelar
A fabricante sul-coreana estará a liderar a corrida no mercado de wearables. ©reuters

Samsung, Xiaomi, Apple, Huawei e o mercado dos "vestíveis" ou wearables. Em primeiro lugar, tal como aqui demos a conhecer, é a fabricante chinesa a atual líder deste segmento. Contudo, temos algumas (boas) surpresas neste mesmo segmento segundo os dados da IDC.

Ao passo que no mercado de smartphones a Samsung Xiaomi lidera os wearables e ultrapassa a Apple e Fitbit!

Em suma, temos visto um forte crescimento das fabricantes chinesas como a Huawei e Xiaomi com os seus smartphones. Já por outro lado, a Samsung tem perdido um pouco da sua quota de mercado para estas rivais ao passo que a Apple permanece em 3º lugar.

Todavia, no mercado de wearables o cenário é distinto. Aqui, segundo os mais recentes dados da agência de análise de mercado - IDC - temos um panorama muito diferente. Em primeiro lugar cumpre salientar que estamos a referir-nos aos relógios e pulseiras inteligentes. Isto é, aos smartwatches bem como às smartbands e/ ou fitness trackers.

Nem a Xiaomi cresceu tanto como a Samsung!

Olhando agora para os dados da IDC referentes ao terceiro trimestre (3º) de 2018, temos um enorme crescimento da Samsung e Xiaomi. Em primeiro lugar a sul-coreana Samsung com um crescimento de 91% face ao período homólogo de 2017, o 3º trimestre de 2017. Uma cifra impressionante que a coloca à frente até mesmo da Xiaomi que se impõe perante a Apple bem como a Huawei. Nesse sentido podemos apontar o crescimento 90.9% neste terceiro trimestre de 2018 por parte da chinesa Xiaomi. Veja-se o gráfico:

O relatório da IDC mostra-nos o surpreende crescimento da Samsung, superando até mesmo a Xiaomi

Olhando para o atual ordenamento, vemos a Xiaomi em primeiro lugar durante este último trimestre. Nesse sentido a fabricante chinesa mantém-se à frente da norte-americana Apple bem como da sua rival Huawei.

Olhando para o volume de vendas, a Xiaomi vendeu mais 6.9 milhões de unidades neste trimestre em análise. Algo que se deve à chegada aos mercados da sua pulseira Xiaomi Mi Band 3 bem como ao facto de a marca se continuar a expandir para vários novos mercados.

Como se portou a Apple e a Huawei?

Com efeito, a Xiaomi deixou de ser uma marca local para concorrer diretamente com a Samsung, Apple e Huawei nos principais teatros. Algo que lhe garante o acesso a um número cada vez maior de potenciais consumidores.

A Apple coloca-se no extremo oposto com produtos voltados para o mercado premium como o novo Apple Watch Series 4. Nesse sentido tivemos também um bom comportamento nas vendas com 4.2 milhões de unidades vendidas do Apple Watch Series 3.

O mercado é dominado pela Xiaomi Mi Band 3 mas a Huawei também quer disputar este terreno.

Todavia cumpre ser dito que a Apple não reduziu o preço das gerações anteriores, pelo menos não de forma significativa. Nesse sentido acreditamos que a fabricante poderia ter aumentado o volume de vendas caso baixasse o preço do produto em questão.

Em suma, a Xiaomi conta com 21.5% de quota de mercado. Em segundo lugar temos a Apple com 13.1%. Em terceiro temos a Fitbit, Huawei e Samsung. Empresas com 10.9%, 5.9%, e 5.6% de quota de mercado, respectivamente.

Podemos concluir que a de todas foi a Samsung quem mais cresceu. Ainda assim, o mercado dos wearables é dominado pela Xiaomi, com a Apple em segundo lugar e a uma boa distância.

Numa última nota, também a Huawei deu claras intenções de querer singrar neste mercado. Para tal conta também com o novo relógio inteligente (smartwatch) o Huawei Watch GT.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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