Reconhecimento Facial do Samsung Galaxy S10 é tudo menos seguro

Filipe Alves

O Samsung Galaxy S10, S10 Plus ou S10e são smartphones brilhantes em muitos aspetos. Porém, se és daqueles que gosta de usar uma forma de desbloqueio rápido, não uses o reconhecimento facial em nenhum dos 3 novos Samsung.

Ainda que os novos Samsung Galaxy S10 ofereçam tecnologias fora do normal, como o sensor biométrico ultra-sónico no ecrã ou até as 3 câmaras traseiras, o reconhecimento facial continua inseguro como as versões anteriores.

Samsung Galaxy S10 Plus

Contudo, nas versões anteriores os smartphones tinham reconhecimento de íris. Algo que nenhum dos novos Samsung Galaxy S10 oferece. Isto porque de forma a reduzir as margens do equipamento foi retirado também os sensores infra-vermelhos.

Samsung Galaxy S10 deixa a deseja no reconhecimento facial

Isto resulta num smartphone topo de gama que pode facilmente ser desbloqueado com uma fotografia ou com um vídeo. Algo que, teoricamente, não devia acontecer num smartphone de 1000€.

Por muito que entenda a Samsung ao oferecer a possibilidade, sinceramente não me parece que seja vantajoso para o utilizador. Principalmente aqueles que não se informam o suficiente e acreditam que o reconhecimento facial é infalível. Por muito que a Samsung avise na ativação do mesmo, não me parece que depois de ter um dos sensores biométricos mais rápidos e mais seguros do mundo, deviam também oferecer um reconhecimento facial com fraca qualidade.

Assim sendo, já sabes, evita usar o Samsung Galaxy S10, seja qual for, com o reconhecimento facial ativo. Podes ver no vídeo acima o quão é simples desbloquear o teu terminal simplesmente com um pequeno vídeo.

Os Samsung Galaxy S10 estão a chegar às prateleiras e prometem. Os novos smartphones são de qualidade extrema e merecem ser postos em consideração. Porém, há pequenos pormenores, como este, que gostava de ver a Samsung a melhorar. Ou simplesmente a não oferecer a possibilidade.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.