Project ARA

Para quem não conhece o Project ARA é a tentativa da Google de desenvolver um smartphone modular, onde todos os seus componentes incluindo as câmaras, o processador e até o ecrã, são módulos que podem ser retirados do smartphone e substituídos por módulos mais recente e melhores. A Google, mais especificamente a equipa ATAP, está encarregue de desenvolver, ao que eles chamam, o endosqueleto ou apenas endo, que segura todos os módulos e liga-os uns aos outros para fazer realmente funcionar o smartphone .

Por exemplo, quando o módulo da bateria do ARA (sim… a bateria é um módulo) já estiver carregado pode-se trocar o módulo com porta micro USB (e sim… as portas também são módulos) por outro com NFC para realizar pagamentos ou outro com vários sensores e GPS para registar a uma corrida. Outros podem trocar o módulo do ecrã LCD Full HD por outro módulo com um ecrã e-ink para pouparem energia. Alguns módulos estão mais dirigidos à saúde possibilitando o registo de níveis de várias substâncias no sangue durante um determinado período de tempo.

   

A Google imagina este projeto como um resultado de uma parceria entre vários fabricantes e desenvolvedores, mantendo constantemente uma mente aberta e tornando públicos todos os instrumentos necessários para que um módulo seja desenvolvido, tornando assim a possível a qualquer um de nós desenvolver módulos que vão compor todo o projeto e dar aos consumidores do produto final uma grande variedade de módulos que, no final, vai ser determinante para o sucesso do projeto.

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Assim, todos estes desenvolvedores são crucias para o projeto, pois são eles que vão desenvolver os vários módulos, por isso a Google tem realizado várias conferências de desenvolvedores de forma a que estes estejam atualizados das mudanças feitas aos protótipos dos endosqueletos e também de forma a que a Google tome conhecimento do que os desenvolvedores andam a construir, pois as funcionalidades dos diferentes módulos são ilimitadas desde de que caibam nos espaços e, neste momento, podem ir desde módulos para medir níveis de glicose no sangue até um módulo tipo canivete suíço, com várias ferramentas. As conferências também criam uma certa “intimidade” entre a Google e os desenvolvedores incentivando a cooperação e o desenvolvimento conjunto de módulos, certificando-se assim, a Google, de que o módulo realmente funcionam no protótipo do endo.

O objetivo principal deste projeto é a personalização e a particularidade dos nosso smartphones, no sentido em que não existe mais nenhum igual, com este conceito dos módulos pudemos, não só, controlar todas as funcionalidades dos nossos smartphones, consoante os módulos que estamos a usar, mas como também todo o aspeto do smartphone, pois a Google também pretende disponibilizar um serviço, que ao comprarmos um módulo, nos vai permitir que configuremos, ao nosso gosto, todo o aspeto exterior do módulo com imagens ou padrões, criando um nível de personalização inédito no que toca a smartphones.

O Project Ara vai iniciar um mercado piloto em Porto Rico durante este ano para conseguir todas as informações necessárias para o lançamento global, que de acordo com os planos da Google será algures no ano de 2016. Em Porto Rico será disponibilizado um endo inicial já com todos os módulos necessários ao seu funcionamento, depois o utilizador poderá comprar módulos, em pontos de venda parecidos às roulottes de comida, e trocar os módulos melhorando e configurando consoante as suas necessidades, o seu smartphone.

O endosqueleto do ARA tem neste momento várias ranhuras com o total de 12 pontos de conexão para os módulos retangulares, que irão estar seguros ao endo por ímanes eletricamente permanentes, uma novidade lançada na conferências de desenvolvedores dada em Janeiro deste ano, que a Google garante serem mais seguros e mais eficientes em termos de consumo de energia. O utilizador puderá depois controlar estes imanes através de uma aplicação especial que possibilitará a troca de módulos enquanto o ARA estiver ligado. A questão, neste momento, é se restaram algumas ranhuras para módulos “recreativos” quando o ARA estiver equipado com todos os módulos cruciais ao seu funcionamento? A reposta: Provavelmente sim, mas serão apenas uma ou duas ranhuras.

E está criado um problema… Onde colocar os módulos que não estão a ser usados mas que podem vir a ser úteis durante um dia de trabalho? Iremos acabar por ter carregar com muito cuidado todos esses módulos frágeis dentro de algum saco ou mala, mas este será provavelmente um dos pequenos preços a pagar por toda esta versatilidade nunca antes vista num dispositivo móvel.

Um fabricante de smartphones, sediada em Miami, que vai fazer parte do lançamento do mercado piloto do ARA em Porto Rico, a Yezz criou, tipo um livro de recortes, com mais de 100 conceitos para módulos, muitos deles são baterias extra, câmaras duplas, carregadores wireless e luzes LED.

Outro problema que puderá surgir, e este um pouco mais “chato”, será a questão de todos estes módulos funcionarem corretamente como um só, sem problemas. Por acaso, já vimos várias demos e protótipos funcionais, com funcionamento pouco “suave”, mas funcionavam, e desde de que o projeto começou há uns anos atrás, realmente já houve bastante desenvolvimento e pode-se declarar, de certa forma, uma vitória mas, com todas estas trocas de diferentes módulos com diferentes funcionalidade não há forma nenhuma de saber se, no final, tudo irá funcionar em sintonia e suavemente, se tal não acontecer o mercado piloto será uma derrota. O Project Ara está de certeza em boas mãos, mas para o sucesso mundial do projeto, este tem estar perfeito e se calhar, numa posição tão recente no seu desenvolvimento a perfeição ainda não foi atingida, se calhar mais um ano ou dois e estará no ponto e aí sim, prontíssimo para competir  ao nível do típico smartphone, que entretanto permanecerá a ser o líder, e com certeza ganhar a batalha trazendo a todos nós o smartphone fabricado por nós e para nós.

Mesmo se o piloto falhar, todo o projeto é ambicioso e único, e não será o fim do Project ARA pois permitiu um grande salto no que será de certeza o futuro do smartphone e continuará a desenvolver até se obter o resultado pretendido, mas o melhor é não tirarmos conclusões precipitadas e esperar pelos resultados do mercado piloto, que se irá realizar durante este ano.

Vamos estar atentos para vos trazer todas as novidades.

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Membro do 4GNews há já 1 ano e estudante no 12º ano. Se bem me lembro , comecei a interessar-me por smartphones e outras coisas desde o momento que consegui perceber do que realmente se tratavam! Tive imensa sorte e encontrei este site, mandei um email e aqui estou a escrever para a 4GNews - um site originalmente PORTUGUÊS.