
Sábado, 28 de março. Das 20h30 às 21h30, milhões de pessoas em todo o mundo vão apagar as luzes em simultâneo. Em Portugal, monumentos como o Castelo de São Jorge, a Ponte da Arrábida e a Ponte do Freixo juntam-se à iniciativa, tal como mais de 70 municípios portugueses.
20 anos a apagar o mundo
A iniciativa nasceu em 2007, em Sydney, quando 2,2 milhões de pessoas e mais de duas mil empresas apagaram as luzes como protesto contra as alterações climáticas.
Promovida pela WWF, rapidamente se tornou um movimento global com mais de 50 milhões de participantes em 135 países. Hoje, marcos como o Cristo Redentor, a Torre Eiffel e o Coliseu de Roma fazem parte da lista.
Para assinalar os 20 anos, o Centro Comercial do Colombo recebe entre 27 de março e 2 de abril a exposição Lights Off, Nature On, um percurso visual com painéis e instalações fotográficas sobre a evolução da iniciativa. Em Lisboa, a programação para essa noite vai além da exposição.
Gesto simbólico ou impacto real?
A própria WWF é clara: a Hora do Planeta não pretende poupar energia. E faz sentido, a poupança de 60 minutos é praticamente negligenciável.
O objetivo é outro: despertar consciências.
Mas há quem critique exatamente isso. Apagar a luz uma hora por ano pode criar um falso sentido de dever cumprido, o chamado slacktivism, termo que descreve ações simbólicas de pouco esforço que dão a ilusão de contribuição sem gerar mudança real.
A verdade?
A Hora do Planeta não resolve as alterações climáticas, mas pode ser o empurrão que falta para mudar hábitos de algumas pessoas e empresas. Uma hora sem luz não salva o planeta, mas pode mudar a forma como olhamos para ele.
Apagar a luz no dia 28 é fácil. O difícil é manter essa consciência nos outros 364 dias do ano.
