Pegadas com 90 mil anos descobertas numa praia marroquina

Mónica Marques
Mónica Marques
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Investigadores descobriram dois trilhos bem preservados com pegadas humanas de há 90 mil anos. A descoberta foi feita numa praia em Marrocos e a revista Scientific Reports acaba de publicar um artigo com todos os pormenores relacionados com este achado.

85 pegadas de um grupo de, pelo menos, cinco primeiros humanos modernos

imagem de uma praia marroquina
Imagem do local onde foram descobertas as pegadas dos primeiros humanos modernos Crédito@M.Sedrati/Nature/Scientific Reports

A descoberta, agora divulgada, aconteceu em 2022 quando um grupo de investigadores fazia um estudo sobre as pedras existentes no local. Para já, a análise efetuada dita que este local é o único conhecido no Norte de África e no Sul do Mediterrâneo com rastos humanos deste tipo.

Mais especificamente, o grupo de investigadores descobriu dois trilhos com um total de 85 pegadas feitas por um grupo de pelo menos cinco primeiros humanos modernos.

Para datarem as pegadas descobertas, a equipa recorreu ao método de datação por luminescência oticamente estimulada. Esta técnica determina quando é que minerais encontrados perto de um artefacto estiveram expostos, pela última vez, ao calor ou luz solar.

Analisando os grãos de quartzo que compõem a areia do local, os investigadores conseguiram determinar que um grupo de Homo Sapiens terá caminhado por aquela praia, vezes suficientes para criarem caminhos, há aproximadamente 90 mil anos.

Estamos a falar do período Pleistoceno Superior, ou última era glacial como é mais conhecido, que terminou há cerca de 11.700 anos.

“Fizemos medições no local para determinar o comprimento e a profundidade das pegadas. Com base na pressão dos pés e no tamanho das pegadas, conseguimos determinar a idade aproximada dos indivíduos que incluía, crianças, adolescentes e adultos”, explica Mouncef Sedrati, professor responsável pelo estudo.

Desconhecida a razão da presença de um grupo da era glacial naquele local

Até agora, todos os estudos feitos conseguiram determinar apenas alguns factos. Para já, os investigadores não sabem ainda a razão para um grupo de humanos da era glacial terem marcado presença naquele local.

O grupo de investigadores espera que análises futuras ao local possam desvendar o que é agora um mistério.

Mas esta equipa terá de agir rapidamente um curto prazo de tempo. Tudo porque “o colapso contínuo da plataforma da costa rochosa pode levar ao seu eventual desaparecimento”, explica o mesmo responsável.

Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira. monicamarques@4gnews.pt