Passado e Futuro - 2017 foi bom, mas a Huawei fará muito melhor em 2018

Pedro Henrique
Huawei P10 Huawei Mate 10
Huawei Mate 10 Pro

Jogar à defesa não é algo mau. A Huawei é o maior exemplo disso e, em 2017, mesmo que a irreverência não tenha sido vista do modo que muitos esperavam, não foi por isso que o ano tenha corrido mal.

A empresa chinesa trouxe, quer se queira ou não, o suplantar das dual-câmaras para o mercado com os seus Huawei P9. A partir daí, já podemos perceber que seria difícil fazer melhor este ano. Os P10 foram, por isso, equipamentos que não pareceram tão distintos quanto isso, mas que não deixaram de ser excelentes terminais com um público alvo muito bem delineado.

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Isto é, a gigante chinesa foi igual a ela mesma. Por outro lado, com base em vários dados estatísticos, é possível perceber que o tal modo defensivo possa ter sido mais uma estratégia de contra-ataque.

Porquê? Ora, com base nesses, a Huawei chegou mesmo a ultrapassar a Apple como segunda maior vendedora de smartphones a nível mundial. E isso deve-se aos Huawei P10? Também, mas muito pouco.

Isto é, a Huawei pôde não ter sido tão inovadora quanto alguns fãs desejavam, mas foi, sem dúvida, muito prudente. A sua estratégia passa, e bem, por instalar-se em todos os mercados com a máxima artilharia possível.

Não há um titular indiscutível, nem o Huawei P10, nem o Huawei Mate 10, nem outro...

Não interessa se há baixas para o jogo. Por exemplo, o P10 não foi bem sucedido? Não há mal. Os P8 Lite 2017, P9 Lite e P10 Lite tratarão do recado. O Mate 10 Pro não é mais caro do que o pretendido? O Mate 10 e o Mate 10 Lite custam menos.

E se isso não chegar, há ainda um qualquer (e fantástico) Honor como alternativa. O que quer isto dizer? A empresa chinesa sabe que não vale a pena depender de um ou dois terminais. É muito arriscado.

Em vez disso, preferiu - mais uma vez -, também em 2017, ocupar o mercado na íntegra. Fora isso, a empresa é vistosa, faz boas parcerias - pelo menos em Portugal - e pratica preços muito competitivos, o que no futuro acabará por significar boas colheitas.

No entanto, o que disse até aqui não apareceu por acaso. Consequentemente, 2017 foi um ano bom sim, consistente, mas não excecional e totalmente disruptivo como o anterior tinha sido.

Por essa razão, nada mais que um produto incrível se poderá esperar no ano que se avizinha. Uma dica: câmaras. A empresa chinesa já mostrou que pode, e consegue, colocar em prática conceitos muito interessantes no que toca à fotografia no smartphone.

De acordo com o que alguns rumores referem, ainda que numa fase muito prematura, o P11 poderá chegar ao mercado não com duas, mas três câmaras na parte traseira. Até aí, nada de relevante é certo.

Porém, com base nessas fugas de informação, uma das suas lentes poderia mesmo chegar aos 40MP e, embora os pixels não sejam tudo, muitas portas abriria à Huawei e ao mercado em geral.

Cada empresa deveria ter algo no qual se focaria para ser a melhor das melhores. A Huawei devia fazê-lo com as câmaras. Afinal, é por isso que a Leica se uniu a ela, tal como a Zeiss está com a Nokia.

A Huawei tem tudo para suceder com carinho os Huawei P10 e Huawei Mate 10!

Será, por isso, um excelente ano para percebermos o que efetivamente acontecerá e de que modo é que a Huawei conseguirá abanar o mercado. E claro, há que não esquecer uma particularidade.

O P11 poderá não só ser fantástico pelas suas câmaras, como ainda pelo seu fantástico ecrã edge-to-edge que não se viu, infelizmente, no seu antecessor.

Assim, valerá a pena esperar pelo que 2018 nos reserva. E lá está, logo que se cruze a barreira do próximo dia 1, começarão a chegar vários rumores acerca dos novos terminais, sejam eles de gama-alta, média ou baixa.

Resta, portanto, dizer cuidado às concorrentes da companhia chinesa, que terão muito trabalho para a impedir de continuar progredir no terreno na tentativa de fazer golo e ganhar o jogo.

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