
No mundo da tecnologia (e não só), as "mentiras" repetidas muitas vezes acabam por se tornar verdades absolutas. Se ainda segues os conselhos que ouviste há dez anos para cuidar do teu novo topo de gama, temos más notícias: podes estar a fazer exatamente o oposto do que devias.
Hoje, no 4gnews, vamos desmascarar três dos maiores mitos que continuam a circular na internet e que, honestamente, já deviam ter sido enterrados com os telemóveis de teclado físico.
1. Esquece o arroz!
Deixaste cair o smartphone na água? O primeiro instinto de quase toda a gente é correr para a despensa e mergulhá-lo num pote de arroz. Não é suposto.
Embora o arroz absorva alguma humidade superficial, ele é péssimo a retirar o líquido que se entranha nos componentes internos. Pior: o amido e os pequenos resíduos do arroz podem entrar na porta USB-C ou nas colunas, criando uma pasta que acelera a corrosão.
O que fazer realmente? Desliga o aparelho, sacode-o suavemente para retirar o excesso e deixa-o num local arejado.
2. Deixar a bateria chegar aos 0%?
Ainda há quem acredite que é preciso descarregar totalmente a bateria para manter a sua saúde. Este é um mito herdado das velhas baterias de níquel. Grande parte dos nossos smartphones atuais usam Iões de Lítio (Li-ion) e estas detestam extremos.
Levar o telemóvel até aos 0% causa um stress químico enorme nas células da bateria. Com o tempo, isto reduz a vida útil do teu equipamento de forma drástica.
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A regra de ouro: Tenta manter a carga entre os 20% e os 80%. É nesta "zona de conforto" que a química da bateria se mantém estável por mais anos.
3. A ilusão dos MP
Se achas que um smartphone de 100 MP tira necessariamente fotos melhores do que um iPhone ou um Pixel de 12 MP ou 48 MP, caíste na armadilha do marketing.
O número de megapixels dita apenas o tamanho da imagem, não a sua qualidade. Na fotografia mobile, o que realmente importa é:
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O tamanho do sensor: Quanto maior, mais luz capta.
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O processamento de imagem: A forma como o software (IA) lida com as cores e o ruído.
Muitas vezes, sensores com megapixels a mais em espaços pequenos geram fotos com grão e pouca nitidez em ambientes de pouca luz. Ou seja, por norma uma câmara com mais MP tende a ser melhor, mas não necessariamente uma coisa implica a outra.
