OnePlus 7 Pro e Asus Zenfone 6: o risco que os gigantes ainda não correm

Bruno Coelho
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Esta foi uma semana de lançamentos importantes. A OnePlus e a Asus anunciaram os seus novos topos de gama que são, cada um à sua maneira, marcos na indústria. A razão é bastante simples – a Asus e a OnePlus tiveram a coragem de abolir a notch dos seus novos dispositivos.

Esse é um risco que Samsung, Apple ou Huawei ainda não correram. Quando a Apple lançou o iPhone X em 2017, muitas foram as marcas que a seguiram na adoção da notch. De tamanho similar ou mais pequeno, a medida sempre foi vista como algo transitório, para aquilo que seria o sonho dos entusiastas – um ecrã sem margens.

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Câmara pop-up do OnePlus 7 Pro (esq.) e câmara rotativa do Asus Zenfone 6 (dir.)

E embora isso já tenha sido conseguido por marcas desde aí, a OnePlus (no modelo Pro) e a Asus no Zenfone 6, conseguem-no com uma relevância mediática que não existia até à data. A grande questão é se soluções como o mecanismo pop-up ou a câmara rotativa não são, também elas, transitórias.

OnePlus 7 Pro tem câmara pop-up. Já o Zenfone 6 tem uma câmara rotativa

Os mecanismos implementados no OnePlus 7 Pro e no Asus Zenfone 6 são distintos. A OnePlus opta por um sistema pop-up, onde a câmara frontal aparece no topo do dispositivo. Sendo um mecanismo simples, só afeta a câmara frontal, e o acelerómetro do smartphone está preparado para retrair a câmara caso detete uma queda.

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Câmara do OnePlus 7 Pro foi testade 300,000 vezes, diz a fabricante

O caso do Zenfone 6 é paradigmático. A câmara traseira funciona como câmara frontal, rodando quando solicitado. Embora esta solução ofereça igual qualidade em ambas as soluções, olhando para a construção do Zenfone 6, este sistema pode facilmente sofrer com entrada de sujidade que pode afetar o mecanismo.

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O motor de precisão da câmara do Zenfone 6

Este tipo de soluções serão, até ver, transitórias. Há algum tempo que se fala de uma câmara frontal embutida no ecrã. Sem necessidade de notch, buraco ou estes mecanismos. A qualidade nunca será igual a algo "externo", mas será mais que suficiente para as habituais selfies.

Apostar em soluções mecânicas, ainda que com muitos testes, é um risco. Um risco que marcas como a OnePlus e a Asus podem correr. Uma solução destas num topo de gama Samsung, iPhone ou Huawei será difícil de ver posta em prática. O risco é grande, mas será interessante ver o próximo passo dos gigantes mobile.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
O Nokia 3650 foi o primeiro grande mergulho no mundo tecnológico. Se o Ultimate Team é o seu atual saco de boxe, o Macbook Pro é o melhor amigo. Escrever sobre tecnologia é o processo natural na vida de alguém que come especificações ao pequeno-almoço.