Comprar um smartphone novo em Portugal representa um investimento financeiro considerável. A fragilidade dos ecrãs modernos, apesar das promessas de tecnologias como o Gorilla Glass cada vez mais avançadas, obriga à utilização de uma proteção extra para evitar visitas dispendiosas aos centros de reparação.
Para alguns utilizadores, a dúvida continua a persistir na hora da compra. Devem optar pela tradicional película de vidro temperado ou pela mais recente tecnologia de hidrogel. A resposta depende não só do nível de proteção que procuras, mas também do tipo de dispositivo que tens no bolso.
Vidro temperado: a barreira de sacrifício
A película de vidro temperado continua a ser a escolha mais popular e oferece uma vantagem tátil imediata. Por ser feita de vidro tratado, a sensação de toque é praticamente idêntica à do ecrã original do telemóvel. Ainda que seja uma cama extra, o dedo desliza sem atrito. A sua principal função é servir como uma camada de sacrifício. Em caso de queda ou impacto direto, a película foi desenhada para se partir, dissipando a energia do choque e salvar o ecrã principal (em teoria).
A resistência a riscos é o ponto forte desta opção. Podes colocar o telemóvel no bolso junto com chaves ou moedas sem grande preocupação, uma vez que a dureza do vidro temperado é superior à da maioria dos objetos metálicos comuns. No entanto, esta rigidez é também a sua maior fraqueza.
Ao adicionar uma camada espessa (geralmente entre 0,3 mm e 0,5 mm), cria um relevo notório no dispositivo. Além disso, basta uma pequena pancada nas arestas para que a película estale ou comece a levantar (falo por experiência própria). Obriga a uma substituição frequente para manter a estética e a segurança ou então andar com esta toda rachada, como vemos frequentemente.
Hidrogel: flexibilidade e autorreparação
O hidrogel, composto por materiais plásticos maleáveis ou poliuretano termoplástico, ganhou popularidade com o surgimento dos ecrãs curvos. Ao contrário do vidro, que é rígido e plano, o hidrogel adapta-se perfeitamente às curvas das laterais dos melhores telemóveis, cobrindo uma área de superfície maior sem levantar nas pontas. A sua capacidade de absorção de choque é notável, pois o material "amortece" a queda em vez de quebrar.
Uma das características mais publicitadas do hidrogel é a sua capacidade de "autorreparação". Pequenos riscos superficiais tendem a desaparecer com o tempo, à medida que o material retoma a sua forma original. Contudo, a experiência de utilização é inferior. O toque é mais "emborrachado", o dedo não desliza com tanta facilidade e podem ficar marcas de unhas ou depressões permanentes se pressionares o ecrã com força. Além disso, a proteção contra impactos perfurantes ou riscos profundos é inferior à do vidro.
Qual é a melhor escolha para o teu caso?
A decisão deve basear-se no formato do teu ecrã e no tipo de utilização. Se tens um smartphone com ecrã plano e valorizas a clareza de imagem e o toque natural, o vidro temperado continua a ser a opção superior. É a barreira mais eficaz contra riscos profundos e impactos diretos frontais. É também uma boa opção para quem procura proteger alguns dos melhores telemóveis qualidade/preço.
Por outro lado, se possuis um equipamento com ecrã curvo (cada vez mais raros), o vidro temperado é desaconselhado, pois tende a descolar nas laterais e a acumular sujidade, além de perder sensibilidade ao toque. Nestes casos, o hidrogel é a única solução viável que oferece proteção integral.
O vidro temperado protege mais contra riscos e quebras violentas, sacrificando-se no processo. O hidrogel protege melhor contra o desgaste diário em ecrãs difíceis, amortecendo quedas leves, mas oferece uma experiência tátil inferior e menos proteção contra objetos afiados. A não ser que tenhas um smartphone com ecrã curvo nas laterais, escolhe o vidro temperado sem receios.

