O novo MacBook Air com chip M5 lançado em Portugal a partir de 1.249 €, continua a mostrar a eficiência já conhecida do Apple Silicon, mas uma limitação importante pode fazer a diferença no desempenho, especialmente em tarefas mais exigentes.
Apesar de serem capazes de lidar com a maioria das atividades do dia a dia sem dificuldades, testes recentes feitos pelo youtuber de hardware Geekerwan mostram que a ausência de um sistema de arrefecimento ativo pode penalizar significativamente o desempenho em cargas de trabalho prolongadas.
Sistema de arrefecimento faz toda a diferença no desempenho
A principal diferença entre o MacBook Air e o MacBook Pro com chip M5 está no sistema de arrefecimento. Enquanto o modelo Pro conta com ventoinha ativa, o Air utiliza um sistema passivo, sem dissipação ativa de calor.
Na prática, como explica o WCCFTech, isto limita o desempenho sustentado do chip. Em cenários mais exigentes, como jogos ou tarefas contínuas, o MacBook Air pode perder até 40% de desempenho em comparação com o MacBook Pro.
Isto acontece porque o modelo com ventoinha consegue manter o chip a temperaturas mais baixas, permitindo operar com um limite de potência muito superior. Nos testes, o MacBook Pro chega aos 20W, enquanto no Air fica limitado a cerca de 9W.
Diferenças ficam claras em jogos exigentes
Esta limitação torna-se evidente em jogos mais pesados. Em Cyberpunk 2077, por exemplo, o MacBook Pro com M5 atinge uma média de 51 FPS, enquanto o MacBook Air fica pelos 36 FPS nas mesmas condições.
Mesmo com upscaling ativo, a diferença mantém-se significativa: 76 FPS no modelo com arrefecimento ativo contra 54 FPS no modelo passivo.
O comportamento repete-se noutros títulos exigentes, como Baldur's Gate 3 e Elden Ring. O desempenho começa semelhante nos dois modelos, mas o MacBook Air perde ritmo ao longo do tempo à medida que o chip atinge os seus limites térmicos.
Apesar da perda de desempenho, o M5 é um ótimo chip
Importa destacar que o MacBook Air com M5 ainda representa uma melhoria clara face ao modelo com M4, mesmo mantendo o mesmo tipo de arrefecimento. Ou seja, o problema não é a falta de capacidade, mas sim a consistência em cargas prolongadas.
Feitas as contas, a conclusão é que o MacBook Air com M5 continua a ser uma máquina capaz e eficiente, especialmente para tarefas comuns e utilização geral. No entanto, quem precisa de desempenho constante em jogos ou aplicações mais pesadas deverá considerar o MacBook Pro.
