
Não te posso mentir: nem sempre fui o mais interessado e atento ao mundo da tecnologia e dos smartphones. Pelo menos, não o era quando decidi comprar um telemóvel pela primeira vez, de forma autónoma. Era um Xiaomi Redmi 9C, que foi lançado em 2020.
Quem diria que usar o carregador errado poderia ser má ideia...
Como muitos fazem (erradamente), também eu usava tudo o que permitisse carregar o telemóvel. Sem qualquer preocupação com a potência do carregador, compatibilidade, nada disso. Se a carga aumentava, era suficiente.
A questão é que, com o passar do tempo, comecei a sentir que a bateria durava menos. Cada vez menos. Como te disse, na altura, não prestava grande atenção às especificações dos produtos, a análises técnicas, dicas especializadas. O critério era a falta dele, na verdade.
No entanto, comecei a reparar que, se ao início o meu Redmi 9C ainda aguentava à vontade 1 dia e meio de bateria, ao final de 1 ou 2 anos, já chegava ao limite no final do dia. A culpa não é do telemóvel. É mesmo da forma como eu o carregava.
No espaço de um a dois anos, não seria muito expectável que sentisse tanta diferença na autonomia. Mas a verdade é que, para um uso semelhante, a autonomia era consideravelmente diferente.
E era mesmo do carregador?
Por exclusão de partes, acredito que a razão principal para esse decréscimo de vida útil fosse mesmo a utilização de carregadores com potências diferentes da que o telemóvel aguentava.
Afinal de contas, sempre tive cuidado com a exposição do telemóvel ao calor e ao frio extremos. Nunca fui muito exigente nas apps e jogos que usava. Nem jogava, na verdade. Que me lembre da altura, diria mesmo que era a única prática (no mínimo) duvidosa que tinha com o meu telemóvel.
O que deves saber para que isto não aconteça
Dito isto, é importante que saibas algumas coisas. Quando usas um carregador com potência diferente da recomendada, seja demasiado fraco ou demasiado forte, estás a stressar a bateria de formas que não vês no imediato, mas que se vão acumulando ao longo do tempo.
O resultado? A bateria começa a degradar mais depressa do que devia. Aquela autonomia que tinha no primeiro mês começa a desaparecer, e passado um ano o telemóvel mal chega ao fim do dia. Pensas que é normal o telemóvel "envelhecer". Não é. Pelo menos, desta maneira.
O problema agrava-se quando o carregador alternativo é um daqueles genéricos sem marca, comprado por dois euros numa loja de conveniência ou que veio "de oferta" com outro produto. Estes carregadores muitas vezes não têm proteções adequadas contra sobrecargas e podem sobreaquecer o teu dispositivo.
A regra é simples: usa sempre o carregador original que veio com o telemóvel. Se não vier carregador com o telemóvel, usa um carregador certificado pelo fabricante.
Parece um detalhe pequeno, eu sei. Mas é o tipo de detalhe que, acumulado ao longo de meses, faz toda a diferença na vida útil do teu smartphone. O meu Redmi 9C merecia mais do que eu lhe dei. O teu telemóvel também.
