O futuro dos transportes vai exibir-se em Roma até 2025

Mónica Marques
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A empresa alemã Volocopter pretende colocar no ar os seus novos helicópteros elétricos até 2025.

Roma, em Itália, foi a cidade escolhida pela empresa que acaba de apresentar o novo serviço de táxis aéreos.

Cada viagem no táxi aéreo demora 20 minutos e pode custar 140 euros

Volocopter

A Volocopter acaba de revelar aquele que poderá ser o serviço de transporte público do futuro: helicópteros elétricos a funcionar como táxis. O resulado do projeto VoloCity da empresa alemã foi agora apresentado e, ao que tudo indica, a cidade de Roma, será a primeira a receber os táxis elétricos aéreos. Algo que está previsto acontecer até ao ano de 2025.

A ideia é transportar passageiros do aeroporto Fiumicino de Roma para o centro da cidade, sem que estes sofram atrasos ou incómodos devido ao trânsito caótico da capital de Itália.

O serviço, que também está previsto para a Cidade de Singapura e Paris, promete um transporte com zero emissões nocivas para o meio ambiente, e que demora apenas 20 minutos, a uma velocidade máxima de 110 quilómetros por hora.

Segundo fontes locais próximas do projeto, o preço previsto para cada viagem de 20 minutos no táxi aéreo será de 140 euros. O valor que pode ser considerado excessivo se tivermos em conta que um táxi convencional tem um custo médio de 40 euros, por uma viagem de 34 minutos.

Aeronaves VTOL enfrentam questões de segurança e legislação

Numa fase inicial, cada táxi aéreo irá transportar um passageiro e um piloto, mas assim que a aeronave consiga voar com total autonomia, a empresa prevê dispensar o piloto para transportar dois passageiros.

Mas para isso acontecer é necessário que aconteçam progressos concretos na decolagem e aterragem vertical (VTOL). Outras empresas relacionadas com serviços de transporte, como a Uber, estão também a trabalhar em projetos de aeronaves VTOL. Mas os desafios de segurança e de legislação que se colocam estão a atrasar o desenvolvimento desta área específica.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira.