Se antigamente isto era um não assunto, a verdade é que hoje em dia esta é uma das dúvidas mais comuns na população. Qual a melhor opção se o objetivo é prolongar a vida útil da bateria: carregar o telemóvel até 80% ou 100%?
Há duas respostas possíveis e dependem somente do teu objetivo: máxima autonomia diária ou maior longevidade da bateria ao longo dos anos?
Hoje em dia, a esmagadora maioria dos telemóveis tem baterias de iões de lítio, que se degradam mais rapidamente quando permanecem durante muito tempo perto dos 0% ou dos 100%.
Manter a carga entre 20% e 80% reduz o stress químico interno e ajuda a preservar a capacidade original por mais tempo. É por isso que vários fabricantes incluíram funcionalidades de "carregamento otimizado" ou limites de carga a 80%.
Esta opção é especialmente útil para quem tem o hábito de mudar de telemóvel apenas ao fim de três ou quatro anos.
Carregar até 100% é prejudicial?
Carregar até 100% não é perigoso nem danifica imediatamente a bateria. Os smartphones modernos desligam automaticamente a corrente quando atingem a carga máxima.
O problema surge quando o equipamento permanece várias horas nos 100%, como acontece durante a noite. Esse tempo prolongado no nível máximo contribui para uma degradação mais rápida ao longo dos meses.
Se precisas de autonomia máxima durante o dia, carregar até 100% continua a ser a solução mais prática. Para muitos utilizadores, a diferença entre 80% e 100% pode representar várias horas adicionais de utilização.
Por outro lado, se pretendes prolongar ao máximo a saúde da bateria e não necessitas de tanta autonomia diária, então tentar que a carga não exceda os 80% é a opção mais indicada.
Posto isto, a abordagem mais sensata é adaptar o carregamento à rotina. Em dias normais, manter entre 20% e 80%. Em dias longos ou de maior exigência, carregar até 100% para não te preocupares com o possível fim da bateria num momento importante.
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