Há um erro simples que a maioria dos condutores comete regularmente ao calibrar os pneus e que pode estar a aumentar o consumo de combustível do carro sem que te apercebas.
O erro é calibrar os pneus com o carro quente, logo depois de uma viagem. Isto porque a pressão dos pneus aumenta com a temperatura.
Quando o carro circula durante vários quilómetros, o ar dentro dos pneus aquece e dilata, elevando artificialmente a leitura de pressão. Se calibrares os pneus neste estado, estás a usar um valor de referência errado.
Como tal, o resultado pode ser pneus com pressão insuficiente quando arrefecem, ou pressão excessiva se os encheres em excesso.
A grande maioria dos fabricantes de automóveis são unânimes em considerar que a pressão deve ser verificada com os pneus frios. O ideal é que esta verificação aconteça após o carro ter estado parado pelo menos duas a três horas.
Como saber a pressão recomendada?
Um estudo citado pela Comissão Europeia chegou à conclusão que uma simples redução de 0,3 bar na pressão tem grandes consequências.
Ou seja, faz com que a resistência ao rolamento aumente em cerca de 6%. Por sua vez, traduz-se num aumento de cerca de 1% no consumo de combustível.
Não estamos a falar de um valor escandaloso, mas a verdade é que 'grão a grão enche a galinha o papo'. Numa altura em que o preço do combustível continua a subir semana após semana, cada cêntimo conta.
A pressão recomendada para o teu carro específico não está no pneu: está na etiqueta colada no interior da porta do condutor, na tampa do depósito de combustível ou no manual do proprietário.
Além disso, alguns modelos têm valores diferentes para o eixo dianteiro e traseiro, e para diferentes condições de carga.
O ideal é verificar a pressão pelo menos uma vez por mês e sempre antes de uma viagem longa. Os pneus perdem pressão de forma natural, algo entre 0,07 e 0,08 bar por mês, mesmo sem qualquer furo.
