Tens o seguro obrigatório (que subiu de preço este ano) e pensas que estás completamente protegido em qualquer situação. No entanto, há um erro que muitos condutores portugueses cometem e que só descobrem quando têm um acidente.
Aí já é tarde para resolver. O erro é simples: confundir o seguro de responsabilidade civil obrigatório (que cobre terceiros) com proteção real para si próprio.
O seguro obrigatório por lei em Portugal cobre os danos materiais e corporais que causas a terceiros. Porém, não te cobre a ti nem ao teu carro se fores o responsável pelo acidente.
Ou seja, se tiveres um acidente em que a culpa for tua e apenas tiveres o seguro mínimo, o arranjo do carro fica por tua conta. Outro erro frequente é não atualizar a apólice quando o condutor principal do carro muda.
Se o carro está registado em teu nome mas é o teu filho que conduz habitualmente, e isso não está declarado na apólice, a seguradora pode recusar pagar em caso de acidente.
Barato pode sair (bem) caro
Há ainda o erro de escolher o seguro apenas pelo preço. Em 2026, como dá conta a Caetano, os prémios de responsabilidade civil automóvel registaram um aumento entre 6% e 10%, e muitos condutores optaram por mudar para seguros mais baratos.
Porém, muitos certamente não têm plena noção do que estão a abdicar para poupar alguns euros. A verdade é que coberturas de assistência em viagem limitadas ou ausência de proteção do condutor podem sair muito mais caras no momento em que são precisas.
Como tal, recomendamos que leias as condições da tua apólice e verifiques se a "Proteção do Condutor" está incluída. Além disso, confirma quem está declarado como condutor habitual e compara pelo menos dois ou três seguros antes de renovar.
- Pode ser do teu interesse: Oficial: pagamento do IUC muda por completo para todos os condutores
