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O carro da Ferrari que tem uma nova tecnologia capaz de revolucionar a F1

Na pré-época da F1, a Ferrari apresentou um carro com asa giratória, que pode ser revolucionário na competição. Eis a razão.

Ferrari
(via F1)

A pré-temporada da Fórmula 1 é, por tradição, o palco onde as equipas revelam os seus "truques" na manga. Em 2026, a Ferrari parece ter elevado a fasquia da criatividade técnica.

Durante os testes no Bahrein, o novo monolugar de Maranello, o SF26, captou todas as atenções não apenas pela performance, mas por detalhes aerodinâmicos que muitos consideram uma interpretação brilhante (e difícil de copiar) do novo regulamento.

O primeiro grande destaque vai para uma asa invulgar posicionada logo atrás do escape. À primeira vista, este dispositivo de direcionamento de fluxo parece focado em guiar os gases do escape para a asa traseira, mas a sua função é muito mais complexa.

Como explica o especialista técnico Mark Hughes, este elemento serve para "energizar o fluxo de ar que sai do difusor", criando uma espécie de efeito de sucção que cola o carro ao chão (via F1).

A "brecha" no diferencial

A verdadeira genialidade da Ferrari não está apenas no que se vê, mas no que está escondido sob a carenagem. A equipa conseguiu estender a rampa do difusor para além do que seria, teoricamente, permitido.

Como é que o fizeram? Através de uma jogada mestre na mecânica: recuaram o diferencial e inclinaram os semieixos de forma extrema. Esta alteração permitiu criar um volume extra na traseira que outras equipas não têm.

Ferrari surpreendeu com uma asa traseira giratória que promete ser revolucionária: estima-se que permite ganhar 8-10 km/h nas retas. pic.twitter.com/ppL4cw5xuj

— B24 (@B24PT) 19 de fevereiro de 2026

O regulamento é rigoroso quanto às dimensões, mas ao posicionar o diferencial no limite dos 6 cm da linha do eixo traseiro, a Ferrari abriu espaço para uma carroceria adicional que potencia a força descendente (downforce).

Esta é uma vantagem competitiva enorme, pois, como nota Hughes, "copiar o layout da Ferrari durante a temporada não seria viável para outras equipas", uma vez que exigiria redesenhar todo o conjunto da transmissão.

A asa que vira de "cabeça para baixo"

Se a traseira do carro já causava espanto, o segundo dia de testes trouxe algo ainda mais radical: uma asa traseira que inverte completamente em linha reta.

Em vez de apenas abrir, este elemento vira ao contrário para reduzir drasticamente o arrasto aerodinâmico. Ao inverter a asa, a área de superfície menor passa para a parte inferior, criando um canal de passagem de ar muito maior. O resultado? Uma velocidade de ponta que pode deixar os adversários em sentido.

Em suma, a Ferrari não se limitou a seguir as regras; estudou as suas entrelinhas para encontrar oportunidades onde outros viram limitações. Resta esperar para ver se estas inovações se vão traduzir em vitórias ou não.

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Luís Guedes
Luís Guedes
É apaixonado pela escrita. Desde tecnologia, a entretenimento, passando sempre pela música e pelos livros, o Luís é fascinado por tornar o complexo em simples e o simples em ainda mais simples.