NOS vence o controverso leilão 5G em Portugal

Carlos Oliveira
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Após mais de 200 dias de leilão para as frequências de 5G em Portugal, eis que a ANACOM dá por concluído o leilão do novo padrão de comunicações móveis. A operadora que sai vencedora deste processo é a NOS.

Tal como referido em comunicado à imprensa, a NOS foi a operadora com maior número de frequências de 5G adquiridas. De igual modo, foi aquela que mais investiu neste processo, com um investimento total de 165 milhões de euros.

NOS arrecada 15 frequências para o 5G

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) colocou a leilão 58 lotes de frequências para o padrão 5G, dos quais 15 foram comprados pela NOS. Com efeito, a operadora nacional torna-se dominante nesta tecnologia, com as restantes a serem distribuídas pela Meo, Vodafone, Nowo, Dense Air e Dixarobil.

NOS 5G

“O 5G abre um novo capítulo na história da NOS, pelo potencial que tem de transformar tudo e abrir possibilidades até aqui nunca imaginadas. É uma oportunidade para conquistarmos a liderança das comunicações em Portugal. Não podíamos estar mais satisfeitos com o desfecho do leilão, desde o desenho da estratégia até à concretização plena dos objetivos, apesar de ter sido um processo atípico, que ficou marcado pela situação pandémica e manchado pela atuação do regulador”,

“Assumimos desde o início, que sairíamos vencedores deste leilão. Graças ao espectro que adquirimos, garantimos a melhor rede 5G, a qual permitirá acelerar a transição de Portugal para um país mais digital e garantir o desenvolvimento sustentável da sociedade e da economia nacional. É com grande orgulho que vemos cumprir este desígnio e que reforçamos o nosso compromisso com o país” diz Miguel Almeida, CEO da NOS.

E agora?

Concluído o leilão das frequências do 5G, segue-se a atribuição das licenças adquiridas a todas as operadoras. Será também escolhida a localização geográfica das mesmas para que a ANACOM possa conceder os direitos para a sua utilização.

Posteriormente serão oferecidas os tarifários 5G de todas as operadoras envolvidas, processo que deverá arrastar-se até 2022. Isto significa que ainda poderá levar vários meses até que possamos realmente usufruir do 5G no nosso smartphone.

Importa, por fim, notar que Portugal é dos últimos países a concluir este processo para a adoção do novo padrão de comunicações móveis. Muitas foram as críticas apontadas à ANACOM pela gestão do processo, mas esperemos que agora a sua implementação seja célere.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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