Netflix corta mais 300 postos de trabalho após perda de subscritores

Rui Bacelar
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O serviço de streaming de filmes e séries online, Netflix, anunciou no início desta semana a sua intenção de reduzir os custos com colaboradores. Assim, dando início à segunda ronda de despedimentos que visarão cortar até 300 postos de trabalho.

Para a gigante norte-americana dedicada ao entretenimento online, esta é a primeira vez em mais de uma década que semelhante medida será aplicada. Mais concretamente, a redução de pessoal visará cortar até 4% da massa laboral da empresa.

A Netflix tem vindo a perder subscritores em 2022

Netflix

"Apesar de continuarmos a investir significativamente nas nossas operações, optamos por tomar estes ajustes para que os nossos custos acompanhem o abrandar de crescimento da receita". Fez saber a empresa norte-americana em declarações colhidas pela agência Bloomberg.

Recordamos que a empresa afirmou, em fevereiro último, ter perdido 200 mil subscritores em todo o globo no início do ano. Entretanto, a gigante do streaming projetou as suas perdas em até 2 milhões de utilizadores nos próximos três meses.

São, portanto, previsões pessimistas para o ano de 2022, sem que uma perspetiva de crescimento seja antecipada pela empresa norte-americana. Entre os fatores para tal, a Netflix cita a maior concorrência, a guerra na Ucrânia e a recessão económica mundial.

A Netflix tem poucos motivos para festejar em 2022

Não foram só vocês que foram festejar o São João. 👀 pic.twitter.com/imDtZbj8e0

— Netflix Portugal (@NetflixPT) 24 de junho de 2022

A empresa debruça-se assim com um sangramento de utilizadores a afetar diretamente a sua fonte de receitas. Para fazer frente a tal, a Netflix lançará em breve um novo plano de subscrição paga, mais barato, mas suportado parcialmente por publicidade.

Entretanto, a mesma empresa tem vindo a aumentar os valores mensais pedidos aos utilizadores, o que também terá motivado a que parte destes reconsiderasse a sua assinatura. Para além disso, Ted Sarandos, o atual CEO da Netflix, fez saber que a empresa está neste momento em negociações com várias potenciais parceiras entre as quais se conta também a Google.

Em suma, apesar de estar a tomar ações no sentido de reverter a atual tendência, é provável que este não seja o último corte na massa laboral na Netflix.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com as novidades de tecnologia na 4gnews. Email: ruifbacelar@gmail.com