A Apple tem uma reputação bem estabelecida de lançar portáteis difíceis de reparar. O novo MacBook Neo, que tem um preço de 599 euros (para estudantes) e 699 euros (para o cliente em geral) pode estar a mudar isso.
Segundo uma análise técnica detalhada publicada pelo iFixit, este é o MacBook mais reparável desde há cerca de 14 anos. Há mudanças internas que facilitam a substituição de componentes essenciais como a bateria.
Em vez de estar colada ao chassis com adesivo, como tem sido prática comum na Apple, a bateria está fixada com 18 parafusos. Uma diferença que parece pequena, mas que simplifica enormemente a substituição quando a bateria se degrada com o uso.
Apple disponibiliza manual oficial de reparação
A mesma publicação identificou outras melhorias relevantes: as portas USB-C, os altifalantes e outros componentes são modulares, ou seja, podem ser substituídos individualmente sem precisar de trocar a placa inteira.
O interior está mais organizado, com menos fita adesiva e menos camadas sobrepostas de componentes, o que historicamente tornava os MacBooks uma dor de cabeça para técnicos de reparação.
A Apple deu ainda um passo invulgar: disponibilizou um manual oficial de reparação desde o primeiro dia de venda e identificou todos os tipos de parafusos utilizados no dispositivo.
Qual a avaliação?
Apesar das melhorias, o MacBook Neo recebeu 6 pontos em 10 no índice de reparabilidade do iFixit. Não é uma pontuação extraordinária em termos absolutos, mas para os padrões da Apple representa um salto significativo.
Os problemas que continuam a existir são conhecidos: a memória RAM e o armazenamento estão soldados à placa lógica, o que impede upgrades futuros e dificulta a recuperação de dados em caso de falha. O teclado também continua a ser complexo de substituir, e o chassis usa parafusos proprietários.
O MacBook Neo utiliza um processador da série A, o mesmo tipo usado nos iPhones, numa aposta clara na eficiência e no custo reduzido, havendo cinco coisas que a Apple cortou para baixar o preço.
Tornar o MacBook Neo mais fácil de reparar pode ser também uma forma de competir diretamente com os Chromebooks, que dominam o mercado educativo precisamente pela sua facilidade de manutenção e baixo custo de reparação.
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