Nos últimos tempos, sobretudo com a chegada da Digi, muitos portugueses têm vindo a questionar-se sobre qual a melhor operadora de telecomunicações. Durante dois anos fui cliente de uma low cost e estava a pagar 8 euros por 100 GB de dados móveis.
Tendo em conta aquilo que cheguei a pagar em múltiplas operadoras (WOO, NOWO, Yorn, Uzo, WTF), estava mais do que satisfeito com o valor. Era quase metade do que estava habituado a desembolsar todos os meses.
Além desta poupança, tinha também muitos mais dados móveis. A verdade é que nunca pretendi ter 100 GB e nunca fiquei sequer minimamente perto de os usar.
A mudança para a Digi
Porém, com o surgimento da Digi no nosso país, o cenário mudou para mim (e para muitos portugueses). Há cerca de um ano, através da consulta do artigo "Os tarifários mais baixos de rede móvel após os aumentos do início do ano", percebi que poderia pagar ainda menos do que os 8 euros mensais.
Com a Digi, o valor poderia cair para metade: 4 euros. A diferença? Em vez de 100 GB, iria só ter 50 GB. Ainda assim, convém salientar que os dados são acumuláveis para o mês seguinte, algo que na WOO não acontece.
Portanto, tendo em conta que nunca gastei mais do que 6 ou 7 gigas por mês e sou alguém que tem os dados sempre ligados em casa, a mudança era muito vantajosa e não hesitei.
A minha experiência
Contas feitas, e graças à acumulação, quantidade de dados que tenho todos os meses ronda os 93/94... por apenas 4 euros. Ainda assim, mesmo que não fossem acumuláveis, tal não me faria qualquer diferença. Aliás, se existisse um tarifário só de 20 gigas por dois ou três euros, eu seria o primeiro a fazer a mudança.
No início, como seria de esperar, houve alguns problemas de adaptação. Notei pequenas falhas de cobertura em parques de estacionamento subterrâneos, em alguns shoppings e sobretudo no metro de Lisboa, que é um local onde tradicionalmente vamos ao telemóvel.
No entanto, essas falhas foram rapidamente resolvidas. Hoje, não consigo sequer lembrar-me da última vez que fiquei sem rede e a confiança que sinto na Digi é total.
A poupança anual
O grande aspeto que me faz recomendar a Digi a todos os amigos e familiares é o custo-benefício. Passar de 8 euros por mês para 4 euros representa uma poupança significativa. Num ano, são 48 euros; se for uma família de três elementos são 144 euros anuais.
Desde que fiz a mudança, não deixei de partilhar a minha experiência com quem me questiona. Para mim, a decisão foi clara e os benefícios são óbvios: menor custo, dados acumuláveis e uma rede cada vez confiável.
Tal como eu com o tarifário móvel, também o meu colega Bruno Coelho deu-nos a sua contou-nos a sua experiência de um ano com o serviço fixo da operadora romena e deixou ainda um importante conselho a todos os que pretendem mudar para a Digi.
Para quem não recomendo
Embora a Digi tenha preços imbatíveis no mercado e uma rede que não te deixa ficar mal na maioria das situações, não é a escolha ideal para todos.
Existem limitações que podem afetar a experiência de quem depende de cobertura contínua em locais mais difíceis, como parques subterrâneos ou estações de metro, ou de quem viaja frequentemente e precisa de roaming confiável em outros países.
Além disso, quem valoriza um apoio ao cliente altamente personalizado, capaz de resolver problemas complexos rapidamente, pode não encontrar isso na Digi. Por isso, é importante ter estas questões em conta antes de optar pela Digi. Em concreto, não recomendo se:
- Dependes de rede em caves/metro todos os dias;
- Viajas muito e precisas de roaming impecável;
- Valorizas apoio ao cliente muito 'mão na massa'.
Em resumo...
Para quem está com pouco tempo para ler, mas quer ficar a par das principais conclusões, seguem os principais pontos.
- Pagava 8 euros por mês e, com a mudança para a Digi pago 4 euros;
- Inicialmente a cobertura de rede (sobretudo no metro) era terrível; atualmente está bem melhor, mas ainda não está presente em todas as estações;
- Para quem anda de metro todos os dias ou viaja frequentemente, a Digi não é a opção mais segura.