Microsoft - Alterações recentes revelam a visão da empresa para o futuro

Pedro Henrique
Bill Gates Microsoft Windows 10
Bill Gates, a cara do Windows e da Microsoft

O final do mês de março e chegada da Páscoa parece não ter sido o momento que a maior parte dos fãs da Microsoft esperavam que fosse. E não, isso não tem nada que ver com o Windows 10. Pelo menos, não diretamente.

Em contrapartida, o que aconteceu foi que Terry Myerson como diretor da secção Windows and Devices, substituindo-a por uma nova. Denominada por Experiences & Devices, será liderada agora por Rajesh Jha.

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Bem, mas que quer isso dizer para os stakeholders da Microsoft e dos seus serviços, como o Windows 10, por exemplo. No presente, de um modo grosseiro, nada. Tal como é sabido, a empresa norte-americana está a enfrentar uma restruturação das suas equipas, há já alguns anos.

Windows 10, Office, tudo...esses e outros serviços serão alvo de transformações!

Desde que Satya Nadella foi eleito CEO da empresa, a Microsoft deixou de se focar tanto naquilo que poderá fazer no momento atual, para se preocupar com o futuro. Mais do que perseguir o mercado – fundamental, mas inconstante –, a sua estratégia passa por criar bases sustentáveis para aquilo que acontecerá num horizonte de tempo alargado.

Isto é, o esforço despendido pela empresa para se afirmar no mercado mobile foi, de todo, completamente em vão. Dez anos depois do iPhone ser lançado, a gigante norte-americana não tem sequer um sistema operativo “atualizado” no mercado. E como esse exemplo há outros, nomeadamente no mercado dos wearables.

Contudo, não é por isso que a mesma não poderá ser, no futuro, maior do que é hoje e, quem sabe, maior que as concorrentes. Para isso, Satya Nadella tem-se focado menos no consumidor como eu ou tu, caro leitor, para se focar naquelas que serão as necessidades de todos nós no futuro.

Inteligência Artificial e Cloud são o maior foco da Microsoft!

Inteligência Artificial em conjunto com a Cloud. Na ótica do CEO da Microsoft, será por aí. O Windows 10 acabará por alterar-se, a partir da sua génese – quem sabe já nos próximos anos. O que restará certamente será a presença de ambientes remotos, pessoais, acessíveis com base na nuvem e, também, em inteligência artificial.

Assim sendo, mesmo que não pareça que os consumidores são uma fonte de preocupação por parte de Nadella e da sua equipa, ou que estes pretendam até acabar com os dispositivos Surface, não é verdade. A preocupação está lá.

Todavia, conectada a uma perspetiva diferente daquela que outras empresas têm. Mais ampla e com maior potencial de sucesso.

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