MediaTek vence a Qualcomm com ajuda da Xiaomi e Oppo em 2020

Rui Bacelar
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A MediaTek foi a fabricante líder de mercado em 2020. A notícia foi avançada pela publicação DigiTimes, que avança como fator determinante para o sucesso alcançado o grande volume de encomendas das principais fabricantes de smartphones Android.

A maior rival da norte-americana Qualcomm é sediada em Taiwan. Agora, pode reclamar para si o título de maior produtora mundial de processadores, chips e SoCs para smartphones e outros dispositivos móveis, graças também ao embargo dos EUA à Huawei.

A MediaTek dominou o mercado de chips para smartphones em 2020

MediaTek Dimensity

Segundo a fonte, trata-se de um crescimento sem par para a MediaTek, fabricante de processadores, SoCs e outras soluções integradas de processamento para dispositivos móveis. Em 2020, no mercado de smartphones, foi a empresa a ter em conta.

Graças a um conjunto de fatores como o crescimento de novas fabricantes de dispositivos móveis e a apresentação de produtos estratégicos como a linha de processadores Dimmensity, com boa relação preço / qualidade e modem 5G integrado, o volume de encomendas aumentou exponencialmente durante o último ano.

Mais concretamente, em 2020 a MediaTek expediu 351,8 milhões de unidades para as fabricantes de smartphones (OEMs). Em 2019 esta cifra ficou-se pelos 238 milhões de chipsets vendidos às fabricantes, segundo a agência Omdia.

A quota de mercado global do chips e processadores da MediaTek cresceu significativamente em 2020. Note-se que em 2019 a sua quota de mercado era de 17,2%, passando em 2020 para 27,2% de acordo com a agência de análise de mercado Omdia.

A Xiaomi tornou-se na maior cliente da MediaTek

Xiaomi Redmi Note 9T
O smartphone Xiaomi Redmi Note 9T 5G usa o SoC Dimensity 800U da MediaTek.

Esta é a primeira vez que a MediaTek supera a Qualcomm e lidera o mercado global de processadores para smartphones. Um feito que a fabricante de Taiwan tem que agradecer também à Xiaomi, bem como a OPPO, duas das suas maiores clientes.

Com efeito, em 2020 a Xiaomi foi a maior cliente da MediaTek, colocando no mercado mais de 67,3 milhões de smartphones Android com processador MediaTek. Em 2019 a Xiaomi foi responsável por 19,7 milhões de smartphones com SoC MediaTek.

Em segundo lugar temos a OPPO na lista de maiores clientes da MediaTek. A fabricante chinesa colocou 55,3 milhões de smartphones com SoC MediaTek no mercado. Em 2019 esta cifra aproximou-se dos 46,3 milhões de unidades.

Ao combinar as encomendas da OPPO e da Realme temos 83,2 milhões de smartphones com coração MediaTek a chegar ao mercado em 2020. De igual modo, também a Samsung aumentou as encomendas com 43,3 milhões de unidades no mercado.

#MediaTek is a finalist in the #ElektraAwards2020 under the #Semiconductor Product of the Year (Digital) category for #MediaTekDimensity1000 chips. Elektra Awards recognize excellence in the global electronics industry. The free virtual award show is 3/25. https://t.co/tHZmOL94zj pic.twitter.com/awBFYe9AEw

— MediaTek (@MediaTek) 19 de março de 2021

A Huawei foi outra das grandes clientes da MediaTek. Devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos da América a Huawei não pode usar os processadores Qualcomm nos seus telefones, sobretudo nos smartphones de gama média e entrada.

Desse modo, a empresa de Ren Zhengfei não teve outra opção a não ser recorrer à MediaTek para equipar todos os seus smartphones com a exceção das linhas de topo.

Há cada vez mais smartphones com SoC's da MediaTek

MediaTek

A MediaTek passa assim por um período altamente positivo com ótimas perspetivas de crescimento em 2021. Entre os fatores para o seu sucesso aponta-se o preço mais em conta dos seus produtos como processadores e outros semicondutores.

A isto soma-se a recuperação do mercado mobile, com as encomendas a atingir níveis pré-pandémicos, com mais fabricantes a preferir os seus produtos. Tendência que se verifica sobretudo nas linhas de smartphones mais acessíveis.

Para 2021 a MediaTek conta com uma procura redobrada vinda de clientes como a Huawei e a "nova" Honor, duas gigantes que habitualmente usavam os seus próprios chips da Kirin.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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