Mark Zuckerberg 'troca' o Facebook Messenger pelo Signal, revela fuga de informação

Rui Bacelar
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A última grande fuga de informação do Facebook, ocorrida em 2019, veio comprometer a segurança de mais de 500 milhões de utilizadores da rede social. Entre eles, o próprio CEO e co-fundador do Facebook viu o seu número de telefone exposto.

As conclusões são agora dadas a conhecer por um investigador de segurança que, colhendo o número de Mark Zuckerberg, confirmou que o executivo também utilizou a aplicação Signal. É uma das melhores alternativas ao WhatsApp e à Telegram.

O número de telefone de Mark Zuckerberg foi um dos visados no ataque de 2019

533 million Facebook users’ phone numbers leaked on hacker forum - @LawrenceAbramshttps://t.co/oj2BqF92Fs

— BleepingComputer (@BleepinComputer) 3 de abril de 2021

A vulnerabilidade explorada desde 2019 foi exposta na semana passada, portanto, já em meados de 2021. A falha permitiu o acesso indevido aos dados de mais de 533 milhões de utilizadores de todo o mundo e até 2 milhões de utilizadores de Portugal.

O acervo de informação resultante desta brecha, desde então colmatada, permitiu aos hackers aceder a números de telefone, contactos de email e várias outras informações e dados sensíveis que viriam a ser colocados à venda em fóruns de hacking.

No conjunto de dados roubados encontrava-se o número de telefone de Mark Zuckerberg, homem forte do grupo Facebook. A ocorrência foi sinalizada por Dave Walker, investigador de segurança que cruzou este número com a plataforma Signal.

CEO do Facebook também se juntou à rival Signal

Good call. He is. pic.twitter.com/X4bn0Xh96P

— Dave Walker (@Daviey) 4 de abril de 2021

É perfeitamente plausível que Zuckerberg tenha aderido à Signal apenas para estudar a concorrência. Por outro lado, pode ter aderido à rival e continuado a usar a mesma pela séria tónica colocada na privacidade nesta plataforma e app de mensagens.

Com efeito, é igualmente plausível que o CEO valorize a segurança, privacidade e funções da própria Signal. No entanto, o investigador que fez a descoberta avança também que, desde então (5 de abril), a conta em questão foi encerrada.

Ainda de acordo com Walker, o mesmo parece sugerir que Zuckerberg não está presente na Telegram. Sendo esta outra das maiores rivais ao WhatsApp e Facebook Messenger também poderíamos cogitar a sua presença nessa plataforma.

Note-se, contudo, que a Telegram permite restringir a busca por contactos. Desse modo, é possível que Zuckerberg também esteja a usar a Telegram. É uma mera possibilidade, mas que continua em aberto.

O WhatsApp é atualmente a plataforma de comunicações instantâneas mais popular do mundo. Ainda assim, tanto a Telegram como a Signal têm registado um crescimento expressivo desde o início do ano.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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