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Maior fenómeno do ano da Netflix chega aos 100 milhões de visualizações e esta é a minha opinião

O filme "Máquina Bélica" está a dominar a Netflix, somando mais de 100 milhões de visualizações nas primeiras duas semanas. Depois de o ver, fica claro porquê: não é profundo, mas é intenso, viciante e cumpre bem como puro entretenimento.

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Netflix

Recentemente, dei-te conta de que "Máquina Bélica" ["War Machine"], do realizador Patrick Hughes, estava a dar muito que falar na Netflix.

Para além de ter estado durante duas semanas de forma ininterrupta, como o filme mais visto da plataforma tanto em Portugal como a nível mundial (conforme é possível constatar pelos dados do FlixPatrol), está a ser um autêntico fenómeno de audiências.

Nos primeiros três dias (6 a 8 de março), foram 39.3 milhões de visualizações. Agora, os dados oficiais mais recentes dão conta que nos últimos sete dias analisados (de 9 a 15 de março), foram mais 44.4 milhões.

Contas feitas, nos 10 primeiros dias soma (quase) 85 milhões de visualizações. É, portanto, seguro afirmar que neste momento já superou a barreira dos 100 milhões de visualizações. O mais impressionante é que não dá sinais de grande abrandamento.

Não é impossível que consiga superar os números alcançados por "Damsel" (138 milhões), "The Grey Man" (139.3 milhões) e "Leave The World Behind" (143.4), o 10º, 9º e 8º filmes mais vistos de todos os tempos da Netflix, respetivamente.

A minha opinião

netflix war machine

Perante tal sucesso, não me restou outra opinião que não sentar-me no sofá e ver esta longa-metragem que mescla ficção científica e thriller.

"Máquina Bélica" não vai ganhar prémios (como ganhou "Sinners", que está na HBO Max) nem vai ficar para a história do cinema, mas cumpre com distinção aquilo a que se propõe: entretenimento puro, ritmo intenso e uma história suficientemente bem construída para prender o espectador do primeiro ao último dos 100 minutos.

A premissa é simples e eficaz. Um grupo de recrutas está numa missão de treino que se transforma num pesadelo quando um robô assassino vindo do espaço começa a dizimar tudo o que encontra pela frente.

A máquina é implacável, os recrutas estão desarmados e o caos instala-se rapidamente. Mas o que eleva o filme acima da média do género é uma decisão narrativa que poucos espectadores antecipam.

Durante boa parte do filme, tudo aponta para uma história de superação clássica: o soldado 81 a provar o seu valor, a integrar os Rangers e a concretizar o sonho do falecido irmão, que morreu em combate ao seu lado.

É uma fórmula conhecida, confortável, previsível. E é precisamente quando o espectador já julgava ter percebido para onde a história caminhava que o filme muda de direção de forma inesperada.

Essa reviravolta é o coração do filme e que ajuda a explicar o enorme sucesso que está a ser junto dos assinantes da Netflix. Não é uma obra para pensar, questionar ou analisar em profundidade.

É uma obra para ver, desligar o cérebro e desfrutar de cada minuto sem culpa. E nisso, "Máquina Bélica" é genuinamente muito eficaz.

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Tomás Cascão
Tomás Cascão
Mestre em Media e Jornalismo pelo ISCTE. Apaixonado por tecnologia, gadgets e tudo o que envolve algumas das maiores aplicações do mundo, como o WhatsApp ou o Google Maps. É também um ávido consumidor de Streaming, sendo que a Netflix tem um lugar especial no coração.