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A Samsung, tal como a Apple,  já divulgou o seu relatório fiscal do terceiro período de 2016. As receitas totalizaram cerca de 41.9 mil milhões de dólares, uma diminuição de 7.5% face ao ano passado, ao passo que o lucro efectivo rondou os 4.5 mil milhões de dólares durante o período de 3 meses que terminou no final de setembro. Comparando os valores, temos aqui uma diminuição de 30% (1.89 mil milhões de dólares) face aos lucros registados no período homólogo de 2015.

Além disso, o valor da receita (valor bruto) diminuiu 19% e os lucros (valor líquido obtido após a colecta dos impostos) baixou 17% quando comparamos com o mesmo período de 2015. Esclarecendo agora o título, a Samsung é uma empresa gigante, dividida em vários ramos como o Mobile que utilizei como base para o título do artigo.

   

É fácil de perceber que a divisão Mobile da Samsung foi afectada, em primeiro lugar pela primeira recolha do Galaxy Note 7. Aliás, quando este 3º período fiscal terminou (setembro), a Samsung estava ocupada a trocar todos os Galaxy Note 7 dos primeiros lotes. Ora, depois deste período terminar começamos a ter os relatos das unidades “seguras” a explodir e a partir daí foi sempre a piorar. A reputação do Galaxy Note 7 está arruinada e se o impacto inicial (primeira recolha) foi tão forte, a menos que a Samsung tire um grande coelho da cartola durante a quadra natalícia duvido que os resultados do próximo período sejam melhores.

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Em boa verdade, desde que um Galaxy Note 7 “seguro” explodiu dentro de um avião que tudo começou a piorar. Vejam-se os lucros do departamento Mobile (87.1 milhões de dólares) que caíram 96% face ao período homólogo de 2015 graças a este infeliz equipamento. Actualmente a Samsung depende dos Galaxy S7 e S7 edge para arrecadar alguma receita e espera-se que o próximo período fiscal seja mais generoso para com a marca, uma vez que englobará a quadra natalícia.

O lucro operacional da Samsung melhorou no departamento de produção de componentes graças ao aumento das vendas de ecrãs flexíveis OLED mas nem isto foi o suficiente para evitar uma derrapagem fiscal. De qualquer forma, este é uma das divisões que mais lucro tem dado à construtora sul-coreana e espera-se que estes valores continuem a melhorar.

Por último e de acordo com Patrick Moorhead, analista principal da  Moor Insights & Strategy disse que o a decisão de eliminar o Galaxy Note 7 do portfólio da marca não terá muito efeito durante o último período fiscal da marca uma vez que este equipamento representaria apenas uma pequena porção das vendas de dispositivos móveis. Além disso, de acordo com outro analista, Mehdi Hosseini da Susquehanna Financial Group, a Samsung irá utilizar o ecrã do Galaxy S8 para se diferenciar de toda a concorrência no mercado dos topos de gama.

Relativamente ao Galaxy S8, de acordo com os últimos rumores o smartphone terá um ecrã Ultra-HD (UHD) com uma resolução de 2160x3840 pixels. Será isso suficiente para se destacar da concorrência?

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