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Características principais da LG QNED87B
| Característica | Detalhe |
| Ecrã | 55 polegadas (140 cm), 4K UHD 3840 × 2160 |
| Painel | Mini LED QNED evo, com Dynamic QNED Color Pro |
| Processador | α8 AI Processor 4K Gen 3 |
| Taxa de atualização | 120 Hz nativo, até 144 Hz em PC, VRR |
| HDR | HDR10, Dolby Vision, HLG, Filmmaker Mode (sem HDR10+) |
| Som | Virtual 11.1.2 canais, Dolby Atmos |
| Gaming | Game Optimizer, AMD FreeSync, ALLM |
| Ligações | 4× HDMI 2.1 (eARC numa delas), USB, ethernet, saída ótica, Bluetooth |
| Sistema | webOS 26, comando Magic, Google Cast, AirPlay, Matter |
| Espessura | 29,7 mm |
| Classe energética | E |
Design e ligações
A 29,7 mm de perfil, a LG QNED87B é fina para uma Mini LED, e as molduras desaparecem assim que a imagem ocupa o ecrã todo. O acabamento não finge ser uma TV de dois mil euros, mas também não parece barato: encosta à parede ou assenta no móvel sem destoar.
A base é um pé central, o que ajuda na colocação: assenta num móvel mais estreito do que a TV. Para a montar precisas de uma chave Philips (de estrela), que não vem na caixa: são oito parafusos, quatro para ligar o suporte à base e quatro para o fixar à TV. E, como qualquer TV grande e fina, montá-la sozinho é arriscar o ecrã: convém ser a dois.
É por trás que se distingue da concorrência no mesmo preço. As quatro entradas HDMI são todas da geração mais recente, quando muitas rivais só têm uma ou duas e enchem o resto com portas antigas. Na prática, podes ter a PlayStation 5, a Xbox Series X, um PC e uma barra de som ligados ao mesmo tempo, sem que nenhum perca qualidade. Há ainda USB, ethernet, saída ótica e Bluetooth para auscultadores.
Comando e webOS 26
A grande vantagem da LG está na mão. Em vez de carregar em setas até ao sítio certo, apontas o comando Magic ao ecrã e moves um cursor, como um rato, e a roda no meio percorre listas longas num instante. Quem nunca usou estranha nos primeiros minutos; quem se habitua não quer outra coisa. Tem ainda comando por voz para pesquisar e dar ordens sem navegar menus, e funciona muito bem em português. Usa duas pilhas AAA, não bateria recarregável.

O sistema é o webOS 26, de organização por cartões fácil de perceber, com as apps que se usam cá: Netflix, Prime Video, Disney+, Apple TV e YouTube. Responde bem, mas nem sempre é instantâneo. A LG promete anos de atualizações, um argumento real de longevidade. Para enviar conteúdo do telemóvel há Google Cast e AirPlay, e a ligação à casa inteligente faz-se pelo Matter, a norma comum entre marcas.
O reverso é a publicidade no ecrã inicial. Como a Samsung e outras, a LG mete anúncios e sugestões patrocinadas na página de entrada. Dá para arrumar, não para eliminar, e incomoda mais umas pessoas do que outras. Já agora, vale a pena rever as definições de privacidade das TVs LG.

Qualidade de imagem
A imagem é o melhor argumento da LG QNED87B numa sala normal. Mini LED quer dizer milhares de LEDs pequenos por trás do ecrã, em vez de umas dezenas: mais brilho e mais controlo sobre as zonas escuras. A cor fica a cargo do Dynamic QNED Color Pro, a tecnologia que a LG usa no lugar dos quantum dots, e o resultado são tons vivos e saturados sem cair no artificial. Em desporto, séries e filmes com luz na divisão, a imagem agarra à primeira, e o brilho alto aguenta-se mesmo com as cortinas abertas.
Um à parte útil: na primeira ligação, a TV abre um assistente opcional e simples que afina a imagem ao teu gosto. Em cada passo escolhes entre duas de seis imagens e, no fim, fica calibrada à tua preferência, sem ser preciso perceber de definições.
Os pretos são outra conversa, e é aqui que se vê que esta não é uma OLED. O escurecimento local divide o ecrã em poucas áreas que escurecem em separado, e isso traduz-se em algum brilho residual, o blooming, à volta de objetos claros sobre fundo escuro: as legendas brancas, as estrelas de um céu noturno, o nome de um filme no genérico. Numa sala com luz não incomoda; num quarto às escuras, nota-se.
O outro senão aparece quando se sai da frente do ecrã. De frente, o contraste é forte e os pretos convencem; de lado, a partir de um certo ângulo, a cor perde intensidade e os pretos acinzentam. Para um sofá ao centro é o compromisso certo; para salas largas, onde há quem fique muito de lado, é de ter em conta. Os reflexos seguem a mesma lógica: o ecrã lida bem com uma divisão iluminada, mas uma janela mesmo à frente vê-se refletida.
Para conteúdos em HDR, a versão com mais brilho e contraste dos filmes e séries, há Dolby Vision, o formato da Netflix e da Disney+, e HLG, usado nas emissões de TV, mais o Filmmaker Mode para ver cinema como o realizador aprovou. Falta o HDR10+, que a Prime Video usa. Na maioria dos casos não vais dar por isso, mas é uma ausência a registar.
Som
Como quase todas as TVs finas, a LG QNED87B esconde os altifalantes para trás e para baixo, e paga por isso. O processamento da LG abre o palco sonoro e mantém os diálogos claros, que é o que a maioria valoriza, mas não cria graves a sério: falta corpo às cenas de ação. Para televisão e séries, o som de origem chega. Para filmes e jogos, mais cedo ou mais tarde vais querer uma barra de som, e a TV tem a ligação certa (HDMI eARC) para a ligar sem perder qualidade.
Gaming
Se há território onde a LG QNED87B joga acima do preço, é no gaming. As quatro HDMI 2.1 ligam a PlayStation 5 e a Xbox Series X a 4K e 120 imagens por segundo, e quem joga em PC chega às 144 imagens por segundo. Há VRR e AMD FreeSync, que eliminam cortes e tremores quando o jogo acelera e abranda. O input lag, o tempo entre o comando e a ação no ecrã, é baixo, e nota-se: responde de imediato, mesmo em jogos de ritmo rápido. O Game Optimizer junta num só painel os ajustes que interessam, sem andar perdido nos menus.
Para quem é a LG QNED87B
Para o uso da maioria das famílias, sala com luz, muita televisão, desporto, séries e consola, é fácil de recomendar: o brilho, a cor, o conjunto de gaming e o webOS fazem o trabalho, e o comando Magic e os anos de atualizações agradecem-se a longo prazo.
Não é para o cinema a sério em quarto escuro. O escurecimento modesto e a falta de HDR10+ dizem que, se procuras pretos perfeitos, o teu dinheiro está melhor numa OLED de entrada, mesmo pagando mais. Se a dúvida é mesmo essa, explicamos a diferença entre OLED e Mini LED.
Conclusão
A LG QNED87B cumpre o nome desta review: é uma Mini LED com ambições de topo de gama. A 849,99 € pelo modelo de 55 polegadas, não é barata nem de entrada: está na gama média, mas é um preço competitivo para a tecnologia Mini LED. Na etiqueta energética fica-se pela classe E.
Brilho, cor, quatro HDMI 2.1 e um sistema completo fazem dela uma das escolhas mais equilibradas para a sala. Os pretos e o ângulo de visão lembram que há um degrau acima, e esse degrau custa mais. Antes de decidir, compara-a com as outras no guia das melhores televisões qualidade/preço.
Se tens espaço para um ecrã maior, a versão de 65 polegadas está em promoção na Worten. Se estás na dúvida entre os dois, vê que tamanho de TV escolher para a tua sala.
















