A Digi iniciou operações em Portugal em novembro do ano passado, com ofertas competitivas e ausência de fidelização. Os dados da Anacom, divulgados pelo Jornal de Negócios, revelam o desempenho da operadora nos seus primeiros dois meses de atividade.
DIGI só tinha 4742 clientes até ao final de 2024
A Digi encerrou o ano com 4 742 clientes, que representam uma quota de mercado de 0,1% nos pacotes de serviços. Os pacotes Double Play (2P), que combinam televisão e internet fixa, foram os mais procurados, com 3 242 subscritores. No segmento residencial, a Digi angariou 4 211 clientes, contribuindo com uma quota de 3,1% nos pacotes 2P.
Apesar da quota de mercado inicial reduzida, a Digi influenciou o mercado das telecomunicações. As reclamações contra as operadoras tradicionais aumentaram, com destaque para cancelamentos de subscrição (77%) e portabilidade de números (535%), segundo dados da Anacom. A Digi também registou 693 reclamações nos seus primeiros dois meses.
Portabilidade de números aumentou 535% com a chegada da DIGI
As operadoras tradicionais ajustaram as suas ofertas, com maior flexibilidade na negociação de contratos e redução de preços em marcas low-cost. A MEO e NOS mantêm a liderança de mercado, com a MEO a dominar em subscritores e receitas, e a NOS em pacotes residenciais e 4/5P.
O mercado português de telecomunicações registou um crescimento de 78 mil clientes em 2024, totalizando 4,7 milhões de subscritores. O crescimento foi impulsionado pelos pacotes 4/5P, que geraram receitas de 2,2 mil milhões de euros. É um aumento de 6,6% em relação a 2023. A receita média mensal por subscritor foi de 39,74 euros, um aumento de 4,4%.