O panorama atual da indústria mostra-nos que as televisões 8K são parte do passado. No entanto, há uma exceção que confirma a regra e chama-se Samsung. A marca sul-coreana é a única “gigante” do setor que ainda aposta neste tipo de televisores.
Como recordam os nossos colegas da SamMobile, o primeiro modelo da Samsung foi lançado em 2018. Chegou até a ser criada uma Associação 8K, em 2019, da qual fizeram parte marcas como a TCL, a Hisense e, claro, a Samsung.
Feitas as contas, 33 empresas integraram a associação. De todas essas, apenas restam duas empresas a fabricar televisões 8K: Samsung e Panasonic. No entanto, o impacto da segunda é residual (cerca de 1%), pelo que o único grande player do setor é mesmo a Samsung.
Porquê o “adeus” das restantes marcas às televisões 8K?
Várias razões poderíamos encontrar, mas, como em qualquer setor de negócio, o fim da aposta tem um significado principal: procura escassa. Ao início, até se previa um “boom” neste tipo de modelos, mas isso não aconteceu.
Indo a números mais concretos, estimava-se que o setor, entre 2019 e 2021, conseguisse vender mais de 3,7 milhões de televisões 8K. Ora, em 2022 e 2023, por exemplo, só se venderam 386.600 e 214.400 unidades, respetivamente.
A própria Samsung continua no mercado, mas com uma aposta residual, também. Em 2026, só lançará uma televisão 8K, após já ter tido anos, numa fase inicial, em que lançou três modelos.
O que tem para oferecer, ao certo, uma televisão 8K?
A questão das televisões 8K não é a qualidade de imagem, que é obviamente muito boa. O problema é que a diferença entre o 4K e o 8K, para uma boa parte do público, pode ser considerada diminuta. O mesmo não podemos dizer do Full HD para o 4K, por exemplo.
Talvez por isso, uma boa parte do público não veja a necessidade em fazer o upgrade. É possível que, para muitos, tenha maior impacto um aprimoramento de brilho, contraste e não só. Por isso, sendo o preço das TVs 8K bastante alto, entende-se não terem vingado no mercado.
