As primeiras imagens do lançamento da missão Artemis II mostraram algo inesperado a flutuar dentro da nave: um iPhone 17 Pro Max.
É a primeira vez que a NASA aprova oficialmente um smartphone da Apple para uma missão tripulada. O processo de certificação que o dispositivo teve de passar foi extremamente rigoroso.
Não é segredo que a NASA é extremamente restritiva em relação ao equipamento que viaja com os astronautas.
Para ter uma noção de quão conservadora é a agência nesta matéria, a câmara standalone mais recente aprovada para a Artemis II era uma Nikon DSLR de 2016, acompanhada de câmaras GoPro com mais de uma década de existência.
As quatro fases de aprovação
O processo de certificação divide-se em quatro fases distintas, cada uma com objetivos específicos. A primeira fase passa pelo painel de segurança, que realiza as verificações iniciais ao hardware.
A segunda fase identifica potenciais riscos, como peças móveis ou materiais que possam partir-se, como o vidro (que por ficarem a flutuar podem atingir os olhos dos astronautas ou até cortar algum equipamento).
A terceira fase desenvolve planos para mitigar os problemas identificados na segunda, sempre que possível. A quarta e última fase verifica se os planos elaborados anteriormente funcionam na prática.
Este processo surgiu publicamente em fevereiro, quando se soube que a Apple estava a submeter os seus dispositivos a estes testes. A empresa confirmou ao New York Times que não teve envolvimento direto no processo de aprovação da NASA.
Há ainda a questão da exposição à radiação. Sistemas de vida críticos dependem de hardware que tem de ser repetidamente verificado para garantir que não falha nas condições extremas do espaço. É por isso que ainda hoje é possível encontrar processadores G3 PowerPC em operação em órbita.
Qual o uso para os iPhones?
Os iPhones aprovados para a Artemis II não vão desempenhar qualquer função crítica para a missão. Serão usados pelos astronautas para documentar a experiência e capturar momentos importantes ao longo da viagem à volta da Lua.
Os dispositivos não poderão ligar-se à internet nem ao Bluetooth enquanto estiverem no espaço, eliminando qualquer uso mais convencional dos smartphones. O seu uso será estritamente para fins documentais.
Apesar de esta ser a primeira aprovação oficial da NASA para uso a bordo de uma missão tripulada, os iPhones já estiveram no espaço anteriormente, principalmente em missões privadas.
Em 2021, a missão Inspiration4 utilizou um iPhone para fotografar a Terra a partir da órbita. A última missão do programa Space Shuttle, em 2011, transportou dois modelos iPhone 4.
A diferença desta vez é o carimbo oficial da NASA e o processo de certificação rigoroso que acompanha essa aprovação, algo que nunca tinha acontecido antes com um smartphone da Apple.
