iPhone 13 dá nova vitória à Apple sobre a rival Samsung neste final de 2021

Rui Bacelar
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Os principais fabricantes e fornecedores de componentes sediados em Taiwan dão primazia à Apple sobre a Samsung devido à forte procura pelos novos smartphones Apple iPhone 13. O mercado coloca assim os telefones iOS acima dos rivais Android.

Perante uma grande procura pelos novos telefones da maçã, bem como uma tendência de aumento deste padrão de compra, as responsáveis pela produção dos chips, semicondutores e demais elementos já definiram as suas prioridades até ao fim do ano.

Alta procura pelos iPhone 13 surpreende a cadeia de produção

Apple iPhone 13
A geração de equipamentos Apple iPhone 13 chegou em setembro de 2021.

A peça é avançada pela publicação DigiTimes que dá conta desta mudança de prioridades no seio das principais produtoras de componentes sediadas em Taiwan. A causa? Um pico na procura pelos novos smartphones Apple iPhone 13 e, mais concretamente, o aumento da sua procura em mercados como a China e na própria nação taiwanesa.

"Para as fabricantes sediadas em Taiwan, a rentabilidade das encomendas da Apple é maior que as demais. Assim, é dada prioridade à Apple sobre a Samsung e outras fabricantes Android sediadas na China", aponta a DigiTimes.

Aponta-se também o domínio e divisão da quota de mercado outrora pertencente à chinesa Huawei nos últimos meses. Agora, com a chegada dos iPhone 13 ao mercado a fabricante chinesa foi praticamente irradiada da lista de principais fabricantes mundiais.

A gama iPhone 13 colocou um ponto final às ambições da Huawei

Apple iPhone 13
Todos os novos modelos de iPhone 13 já se encontram à venda.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a tendência de queda da Huawei foi agora acelerada com a chegada dos iPhone 13 ao mercado. Sem esperanças de reatar relações com os Estados Unidos da América, a Huawei continua privada dos serviços Google.

Mais concretamente, desde maio de 2019 que os seus smartphones estão privados das apps e serviços Google. Assim, ao fim de mais de dois anos, os utilizadores até então fieis começam a trocar os seus smartphones com boa parte deles a escolher um iPhone.

Desse modo, uma boa percentagem da quota de mercado remanescente da Huawei será agora ocupada pela Apple com os novos iPhone. Ao mesmo tempo, várias fabricantes chinesas também dividem os espólios da outrora marca dominante. Entre estas podemos destacar o papel da Xiaomi, Realme, bem como da OPPO e da Vivo.

Sucesso do iPhone 13 deve-se também à estagnação da Samsung

A mesma peça cita ainda como fatores para o sucesso dos iPhone 13 um abrandamento das vendas da Samsung durante o terceiro trimestre. Com a gigante sul-coreana a ficar aquém das expectativas de vendas, e com as principais rivais chinesas como a Xiaomi, OPPO e Vivo a terem já acumulado stock suficiente de componentes, as fabricantes dão assim primazia à Apple.

A empresa de Tim Cook encontra assim um enquadramento económico extremamente positivo neste final de 2021. Não só a principal rival, Samsung, enfrenta uma diminuição das vendas nos seus smartphones Android, como as fabricantes lhe dão preferência.

Entretanto, a sua posição de dominância no segmento premium é afirmada sobretudo na China e demais mercados asiáticos em que nem sempre encontrou boa receção. Agora, contudo, os seus iPhone 13 estarão a ser cada vez mais procurados.

A China também se rendeu aos novos Apple iPhone 13

Hundreds of people were seen running into a shopping mall in northwestern China’s Shaanxi province to buy the new iPhone. pic.twitter.com/coBPsTrQ1A

— South China Morning Post (@SCMPNews) 27 de setembro de 2021

A forte procura pelos iPhone 13 anima também as previsões da agência Morgan Stanley. Com efeito, a analista Katy Huberty da agência em questão refere que a Apple conseguiu contornar as dificuldades de produção em plena crise de semicondutores.

Como tal, garantiu que os novos produtos chegavam atempadamente às lojas, colocando-se como opções tentadoras no segmento premium. Os resultados? Um aumento de 20% no volume de unidades encomendadas pela Apple até ao fim de 2021.

Por fim, como podem atestar no vídeo acima, a procura pelos smartphones iOS na China é também outro motivo de orgulho para Tim Cook.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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