Investigadores criaram tecnologia capaz de medir a pressão sanguínea através de uma selfie

Carlos Oliveira
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Investigadores chineses e canadianos desenvolveram uma nova forma de medir a nossa pressão sanguínea. Desta feita, esta medição pode ser conseguida através de uma simples fotografia ou vídeo.

Para tal, apenas necessitamos da câmara frontal do nosso smartphone. Os dados podem ser recolhidos de uma foto tirada no momento ou ainda de vídeos previamente gravados.

Como funciona esta tecnologia de medição da pressão sanguínea?

Como já referi, tudo o que é preciso para esta tecnologia poder avaliar este parâmetro é uma câmara fotográfica. A partir daí, estes investigadores foram capazes de criar uma tecnologia a que chamam de Imagens Óticas Transdémicas.

As câmaras dos nossos smartphones são capazes de capturar a luz que é refletida pela nossa pele. Com efeito, é possível registar a luz refletida pela hemoglobina que se encontra debaixo da pele.

É essa luz refletida que permitirá analisar as mudanças no fluxo do sangue dentro do nosso corpo e assim apresentar os resultados. Esses estarão posteriormente disponíveis numa aplicação criada para o efeito.

Esta tecnologia tem uma taxa de assertividade de 95%

Para esta investigação, foram utilizados vídeos e selfies de 1.328 adultos. Os resultados obtidos tiveram, segundo os responsáveis pelo projeto, uma taxa de assertividade de 95%.

As pessoas usadas para esta investigação foram predominantemente de ascendência asiática ou da Europa de Leste. Ainda assim, os investigadores afirmam que estas medições funcionarão de igual forma em pessoas de pele clara ou escura.

Outros ramos da medicina podem ser abrangidos

Olhando para o futuro, os investigadores em causa afirmam poder aplicar a mesma tecnologia para medições de outros parâmetros. Assim sendo, eles acreditam poder usar este mesmo método para medir os níveis de glucose no sangue, colesterol ou a hemoglobina.

Justificam o facto de estas medições ainda não estarem disponíveis com a necessidade de mais tempo para investigação. Fica assim a promessa de que, no futuro, mais aspetos da nossa saúde possam ser avaliados simplesmente com a câmara do nosso smartphone.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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