Advertisement
Xiaomi 17T Pro

Investigadores criam "coronavirus digital" transmissível aos smartphones por Bluetooth

Adicionar 4gnews como fonte preferida

Investigadores académicos nos Estados Unidos da América criaram um vírus para smartphones Android que visa replicar o padrão de transmissão do coronavírus. O pacote infecioso transmite-se via Bluetooth, simulando também o impacto do distanciamento social.

A tecnologia será usada para estudar melhor a propagação da COVID-19, fruto de uma colaboração entre os investigadores da Universidade de Queensland, Universidade de Melbourne e o Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Chama-se Safe Blues e espalha-se por Bluetooth

Trata-se de um "vírus virtual" apelidado de Safe Blues, cujas variantes circulam entre os smartphones de modo similar a tokens virtuais através da conexão Bluetooth. A transmissão obedece às diretivas de distanciamento social, tal como o coronavírus.

Esta "ameaça" controlada encontra-se descrita no Patterns Journal e replica diversos aspetos do vírus real, transmissível entre seres humanos. Com efeito, também o Safe Blues tem período de incubação e os níveis de infeção variam de acordo com vários fatores.

O vírus é considerado ativo durante um tempo limitado em cada smartphone "infetado". Período durante o qual, caso esse telefone se aproximar o suficiente de outro terminal, há uma chance dessa variante se espalhar para o dispositivo móvel vizinho.

O vírus virtual visa simular a propagação do coronavírus

Tal como nos seres humanos, se um telefone infetado se aproximar em demasia de outro smartphone "saudável", há uma boa possibilidade de a estirpe em questão se propagar.

Por outro lado, se o dispositivo se mantiver em isolamento, o conteúdo infecioso não se propaga e, findo o período de infeção, acaba por desaparecer.

Deste modo, a infeção virtual por Bluetooth pode ajudar os investigadores a entender melhor as cadeias de transmissão do coronavírus e auxiliar ao combate da COVID-19.

De acordo com as notas da pesquisa, ao contrário das epidemias biológicas, esta pode ser controlada em tempo real. Isto é, a qualquer momento os investigadores podem saber quantos telefones estão infetados e com que estirpes do vírus.

Este modelo ajudará a analisar e estudar o comportamento dos padrões de transmissão. Algo que continua a ser da mais extrema importância enquanto continuamos a combater esta pandemia. Aqui, ao contrário dos seres humanos, o telefone mantém-se em contacto com os investigadores e pode ser rastreado a qualquer momento.

"O Safe Blues apresenta-se como solução para apurar o impacto e propagação de uma pandemia junto da população. Permite estudar o impacto das diretivas impostas pelo governo, bem como fazer projeções da sua evolução", aponta o estudo.

Os investigadores também desenvolveram uma aplicação para Android com vista a estudar os protocolos e técnicas de prevenção implementadas nos campi das universidades em questão. Esperam ainda que os resultados possam ser usados para alimentar algoritmos de Inteligência artificial que, no futuro, possam prever acertadamente a evolução de uma nova pandemia.

Note-se, por fim, que o Safe Blues não tem nenhum impacto negativo nos smartphones "infetados".

Editores 4gnews recomendam:

  • 15 apps e jogos temporariamente grátis para Android
  • Xiaomi Mi Smart Speaker Review: coluna barata com Assistente Google
  • Google revela nome de smartphones Android prestes a ser lançados (um deles salta à vista)
Rui Bacelar
Rui Bacelar
O Rui ajudou a fundar o 4gnews em 2014 e desde então tornou-se especialista em Android. Para além de já contar com mais de 12 mil conteúdos escritos, também espalhou o seu conhecimento em mais de 300 podcasts e dezenas de vídeos e reviews no canal do YouTube.