Intel: novos processadores Alder Lake prometem dar luta ao M1 da Apple

Abílio Rodrigues
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A Intel aproveitou ao máximo a CES deste ano e depois de nos dar uma amostra do que serão os seus processadores Rocket Lake-S para desktop revelou o seu próximo grande lançamento. A marca está a correr atrás do prejuízo e contará agora com os seus chipsets híbridos Alder Lake, que juntam tecnologia para desktop e equipamentos mobile.

Os Alder Lake fazem uso de uma abordagem semelhante à tecnologia BIG.little da ARM, com núcleos de alto desempenho e alta eficiência num pacote otimizado para maximizar a performance. Desta forma, conseguem perfilar-se como rivais que podem estar à altura dos M1 da Apple que surpreenderam tudo e todos no final do ano passado.

Intel quer dar luta aos M1 da Apple

Processadores Alder Lake da Intel

A 12ª geração de processadores da Intel recorre a uma versão melhorada do processo de fabrico de 10nm SuperFin que é já a base dos Tiger Lake da geração anterior. Será por isso de esperar transístores mais rápidos e velocidades de relógio que podem ser superiores a 5GHz.

Desta feita a Intel parece ter pensado bem a sua estratégia, e revelou estas novas ofertas Alder Lake imediatamente após a Apple ter lançado os primeiros equipamentos com o M1.

A nova arquitetura da companhia tem o potencial para concorrer de forma direta com os chips da Apple, com a vantagem de poderem ser incluídos numa maior variedade de produtos de marcas distintas.

Não será de esperar, contudo, que a Apple vá usar estes novos processadores da Intel em qualquer dos seus produtos resultantes da transição total para o Apple Silicon.

Alder Lake pode ser a salvação da Intel

Esta pode muito bem ser a tábua de salvação que a Intel precisa para começar a dar a volta à sua situação precária. Os investidores começam a manifestar-se contra a forma como a empresa tem sido gerida, e surgiram já notícias da possibilidade da Intel ceder o fabrico dos seus processadores a empresas rivais como a TSMC ou Samsung.

Caso isso aconteça o mais certo é a Intel recuperar mais cedo do que o previsto, já que a concorrência consegue colocar no mercado processadores mais rápidos e eficientes, exatamente o que a Intel tem tido dificuldade em fazer.

Apesar das dificuldades, a marca mostrou nesta CES que é capaz de espremer bem a sua capacidade. Mesmo debilitada, vai colocar no mercado produtos de qualidade capazes de manter a Intel relevante e na luta por uma posição dominante que já foi sua.

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Abílio Rodrigues
Abílio Rodrigues
Apaixonado por tecnologia desde que montou o seu primeiro computador, continua em fase lua-de-mel com tudo o que envolva um processador e permita umas sessões videolúdicas.