Huawei e ZTE refutam as acusações de espionagem com os seus Android

Rui Bacelar
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Tal como a ZTE, também a Huawei seria acusada de espionagem

As fabricante chinesas têm estado debaixo de fogo nos Estados Unidos da América. Depois de ver frustradas as suas tentativas de entrada no mercado norte-americano através das operadoras, a Huawei seria publicamente acusada pelo FBI, NSA e CIA de espionagem através dos seus Android. O mesmo para a ZTE. O caso seria aqui abordado na 4gnews.

Apesar de extremamente apetecível pelo seu potencial de lucro, o mercado norte-americano continua a revelar-se intocável para estas fabricantes chinesas. Depois de ter sido abandonada pelas operadoras, a Huawei voltou-se para as lojas físicas, o único trunfo que lhe restou. Já a ZTE, marca que se especializa em vário hardware para telecomunicações, também conta com alguns smartphones Android no seu portfólio.

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Todavia, as autoridades norte-americanas, as principais agências de segurança dos EUA recomendaram, em uníssono que os seus consumidores boicotassem os produtos da Huawei e da ZTE. Em causa estão as suspeitas de que ambas as marcas seria pressionadas para revelarem várias informações pessoais pelo governo chinês.

Em suma, tanto a CIA, FBI e a NSA acusam a Huawei e a ZTE de serem um cavalo de Tróia a soldo de Xi Jinping, presidente da República Popular da China. Seriam os esforços da Huawei para entrar no mercado norte-americano que levantariam suspeitas junto das agências de segurança desse país. O resultado seria um apelo geral ao boicote dos dispositivos Android de ambas as marcas nos Estados Unidos da América.

Huawei e ZTE, as suspeitas de espionagem

O caso chegaria eventualmente aos radares de uma mão cheia de blogs nacionais. Em uníssono julgariam imediatamente a Huawei num mártir que estaria a ser perseguido. Por outras palavras, nada como uma palmadinha nas costas de quem lhes pode dar o pão, uma mera hipótese, claro.

A verdade, contudo, é dual. Há sempre dois lados da moeda e da mesma forma que não se pode rotular imediatamente um suspeito, até prova do contrário ele será apenas isso. Suspeito. Não inocente, não culpado mas sim suspeito. Ora, este caso está longe de chegar ao fim e depois da primeira investida das agências de segurança dos EUA, agora é a vez dos acusados se defenderem.

Agências americanas acusam a Huawei e ZTE em uníssono

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Ren Zhengfei, CEO da Huawei (à direita), o presidente chinês Xi Jinping (à esquerda) (©PA Images/Sipa USA)

Tudo começou quando os diretores de 6 das maiores agências de informação americanas terem dito ao Comité de Segurança do Senado que não recomendavam aos cidadãos a utilização de smartphones Android e demais produtos da Huawei e ZTE. A acusação partiu da Central Intelligence Agency (CIA), Federal Bureau of Investigation (FBI) e da National Security Agency. Em causa estão as referidas preocupações com a possível espionagem através dos smartphones e dispositivos Android da Huawei e ZTE. A recomendação foi o seu boicote imediato.

ZTE, depois da Huawei, volta a refutar as acusações de espionagem

Agora, a ZTE veio a público desmentir todas as alegações de espionagem que lhe foram levantadas pelas entidades americanas. A empresa chinesa frisou aquilo que já anteriormente havia dito.

Todas estas acusações são desprovidas de fundamento. Entretanto, prometem continuar a melhorar a segurança geral dos seus produtos e dispositivos Android. Tudo isto para que, cada vez mais, sejam dignos da confiança em si depositada pelos consumidores nos Estados Unidos da América.

O comunicado da ZTE foi emitido por um porta-voz da marca. Chegou até nós pela mão da Xinhua, um media internacional. Ciente do potencial de risco que estas acusações podem ter na sua reputação e modelo de negócio, a ZTE, tal como a Huawei está a trabalhar para contrariar estas suspeitas.

A Huawei tem permanecido mais silenciosa perante estas acusações. Todavia, a marca tem-se desdobrado em comunicados à imprensa de caracter frívolo. Uma boa forma de aliviar a pressão e distrair a opinião pública. Já a ZTE, desdobra-se agora em justificações e garantias de que os seus dispositivos Android são submetidos ao mais rigoroso exame de qualidade e privacidade.

Neste momento aguardamos agora que as agências norte-americanas apresentem alguma prova palpável das alegações anteriores. Certo é que até que algo seja provado, tanto a Huawei como a ZTE devem usufruir da presunção de inocência.

Huawei tentou trazer os seus Android para os EUA

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Neste momento a geração Mate 10 é a mais atraente da marca. ©cnet

Tanto a ZTE como a Huawei são duas marcas com bons indicadores de crescimento. Aqui, a Huawei é a maior das duas fabricantes com claras ambições de vir a ultrapassar a Samsung e Apple. O caminho não se afigura fácil, neste momento a marca precisará de aquietar a opinião pública do mercado norte-americano. A sua presença nesse teatro de operações ainda é residual e nem mesmo os seus atuais topos de gama Android parecem ter muitas chances de sucesso.

A Huawei apresentará a sua nova geração de topos de gama Android no dia 27 de março de 2018. A ZTE poderá apresentar novos dispositivos no MWC 2018 em Barcelona já no dia 26 de fevereiro. Aguardamos novos desenvolvimentos perante as acusações de espionagem.

Qual é a tua opinião sobre todo este caso?

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).