Huawei terá o pior ano no mercado de smartphones em 2021

Rui Bacelar
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O mercado global de smartphones está em recessão desde 2018, agravada em 2020 pelos efeitos da pandemia COVID-19 no tecido social e económico. No entanto, espera-se que já a partir de 2021 o volume de vendas de smartphones volte a aumentar.

Fabricantes como a Samsung e Apple deverão aumentar a sua quota de mercado, ao passo que a Huawei deverá sofrer o maior revés da sua história. As previsões são avançadas pela publicação Digitimes Research e refletem as atuais dificuldades da marca.

A procura pelo 5G impulsionará o mercado global de smartphones

fabricantes chinesas

O ano de retoma do mercado de smartphones será impulsionado pela procura pelo 5G, com mais dispositivos móveis a suportarem o novo padrão de redes, tendência de crescimento que se deverá manter durante pelo menos cinco anos.

A Digitimes conta com mais de 200 milhões de smartphones preparados para as redes 5G a serem vendidos já em 2020, número que até 2025 deverá atingir mais de 1,22 mil milhões de unidades ao longo dos diversos segmentos de mercado.

Relativamente às quotas de mercado, em 2021 a Samsung e a Apple reforçarão e conquistarão o primeiro e segundo lugar, respetivamente. Com a Huawei em queda, ambas as gigantes repartirão a maior fatia entre si.

Logo em seguida, as chinesas Oppo, Vivo e Xiaomi preencherão o terceiro, quarto e quinto lugar repartindo também entre si uma boa parte da quota de mercado que atualmente pertence à Huawei.

Em sexto lugar o relatório aponta a Transsion, fabricante chinesa especializada em smartphones baratos e particularmente ativa em África e no sudoeste asiático. Esta fabricante vende os seus produtos sob a égide da Infinix, Itel e Tecno.

A Huawei cairá para 7.º lugar em 2021

A chinesa Huawei encontra-se na pior situação dos últimos anos. Perante as atuais sanções impostas pelos Estados Unidos da América, a fabricante está impedida de negociar com empresas norte-americanas e as repercussões fazem-se sentir.

Muito além da ausência de serviços Google, a impossibilidade de fabricar os seus processadores Kirin deixou a tecnológica sem grandes opções e acarretando também prejuízos para as suas fornecedoras de semicondutores e chips, por exemplo.

Ainda assim, a empresa continua a ocupar o segundo lugar no tabela de maiores fabricantes mundiais, muito graças à recuperação do seu mercado natal, a China. Algo que não será suficiente, de acordo com a publicação, para impedir uma hecatombe.

Enquanto isso, tanto a Sony como a Kioxia, duas das maiores fabricantes de sensores fotográficos e chips de memória, solicitaram aos EUA uma licença especial para poderem continuar a negociar com a Huawei e evitar assim prejuízos vindouros.

Por fim, também a Samsung requisitou uma autorização similar para poder continuar a fornecer a Huawei com ecrãs e os mais variados semicondutores e chips.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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