Huawei Mate 9, o topo de gama chinês que aproveitou a queda do Note 7
Huawei Mate 9, o topo de gama chinês que aproveitou a queda do Note 7

A Huawei já é a terceira maior construtora a nível mundial e grande parte do seu sucesso deve-se à dedicação e empenho dos seus funcionários. Uma aposta que se tem revelado eficaz e que nos mostra que o sucesso é construído a partir do interior da empresa. Isto de acordo com um estudo do Wall Street Journal que mostrou o efeito da valorização e aposta no bem-estar e satisfação de quem trabalha diretamente para a Huawei. Vejamos agora, o segredo desta marca revelação.

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De acordo com o Wall Street Journal, o sucesso da Huawei deve-se em grande parte à dedicação dos seus funcionários, ao empenho e altruísmo, pondo o sucesso da empresa à frente das suas ambições pessoais. Acreditar num objectivo comum, aguentar anos a fio de esforço, atravessando épocas menos boas mas sempre sem desanimar. Os resultados estão à vista, com 60 mil milhões de dólares em receitas anuais, a marca já é a terceira maior construtora de smartphones do mundo e não se ficará por aí.
O CEO da Huawei afirmou, no início deste ano, que a marca iria ultrapassar a Apple e a Samsung, enquanto marca líder no mercado mobile, num espaço de cinco anos. Isto foi antes do desaire do Samsung Galaxy Note 7 e da apresentação dos Apple iPhone 7. Desde então a Huawei tem aproveitado genialmente cada uma das oportunidades que o destino lhes proporcionada, desde o vazio deixado pelo Galaxy Note 7, rapidamente preenchido pelo Huawei Mate 9 que já chegou ao mercado português, até ao elegante Huawei Nova e o campeão de gama média, o Huawei P9 Lite.

Atualmente, a grande pedra no sapato para a Huawei é o mercado norte-americano que, cada vez mais, parece estar interdito para esta marca chinesa. Fruto do domínio da Apple e da luta desenfreada com a Samsung, sem contar com o futuro claramente protecionista que se avizinha com a administração Trump, não se avizinham tempos fáceis para  Huawei no que toca à sua entrada no mercado dos Estados Unidos, não que este seja um pré-requisito para chegar ao Nº1 do mercado mobile mas é certo que ajudaria bastante a lá chegar.

   

Abdicarias do teu subsídio de férias e das horas extras?

Após completar um ano de laboração junto da Huawei, alguns funcionários assinam um "acordo de dedicação" onde, voluntariamente, abdicam do direito a receber o subsídio de férias, bem como a remuneração pelas horas extra de trabalho. Em troca, alguns destes funcionários tornam-se acionistas com direito a participação nas assembleias gerais para melhor cimentar este compromisso do indivíduo com a empresa. A Huawei é gerida, à semelhança das principais construtoras asiáticas, pelo painel de diretores que mantém a empresa com pulso firme.

Atualmente a Huawei é liderada pelo CEO Ren Zhengfei mas daqui a cinco anos podemos ter outro líder, até porque o atual CEO fundou a empresa em 1987 e estará a ponderar reformar-se em breve e a gestão efetiva da Huawei tem sido repartida entre 3 CEO's executivos, cada um com um período de 6 meses em funções e dos quais provavelmente surgirá o próximo CEO efetivo.

De momento a Huawei tem cerca de 170 000 funcionários e o sentimento geral de quem lá trabalha pode ser resumido a esta frase de um dos estagiários, " Se te dedicares à empresa, a empresa não te deixará ficar mal".

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