Huawei cimenta liderança na China, com a Xiaomi em quarto lugar

Carlos Oliveira
Huawei Xiaomi China
A fabricante chinesa continua dona e senhora do seu mercado caseiro

A China é atualmente o maior mercado tecnológico do mundo, daí a sua importância até para nós ocidentais. Desse mercado temos marcas como a Huawei ou Xiaomi que são cada vez mais populares no nosso país. Agora, é tempo de vermos como se comportou esse mercado no segundo trimestre do ano.

Depois de um primeiro trimestre em queda no seu todo, a melhor notícia que as empresas podiam ouvir seria um regresso ao crescimento. Infelizmente não foi isso o que se verificou entre abril e junho deste ano, segundo os dados da Canalys.

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Esta agência de estudos de mercado vem afirmar que o mercado chinês continua em queda. Porém, essa queda foi menos acentuada que a que se sentiu nos primeiros três meses do ano.

Com efeito, no segundo trimestre registou-se uma queda de apenas 8%, para os 100 milhões de smartphones vendidos. Números bem mais animadores que os 20% de queda registados no início de 2018.

Huawei e Honor continuam a crescer, algo que tem prejudicado a Xiaomi

Este é apenas um reflexo daquilo que se está a vivenciar em todo o globo. As vendas de smartphones abrandaram no primeiro trimestre do ano e veremos como é que outros mercados se comportaram nos últimos três meses.

Apesar desta contração global, a chinesa Huawei vê a sua posição de dominância na China reforçada. Na realidade, a empresa possui a maior quota de mercado registada naquele país desde o segundo trimestre de 2011.

Neste momento, a empresa fundada por Ren Zhengfei possui 27% do seu mercado. Isto representa um total de 28.5 milhões de equipamentos vendidos. Uma das grandes responsáveis por este número é a sua sub-marca Honor.

Esta registou 55% das vendas contabilizadas neste período temporal, um crescimento de 33% face ao período homólogo de 2017. Esta cifra faz com que a Honor seja já o segmento que mais vende dentro de todo o portefólio da Huawei.

Este é um desempenho que desafia, sobretudo, os números da rival Xiaomi no segmento de gama baixa. Um dos segmentos onde a empresa de Lei Jun tem um dos seus principais campos de ação.

Xiaomi mantém quarta posição na China

No que respeita à Xiaomi, esta mantém o quarto posto no maior mercado tecnológico do mundo. Esta não registou melhorias face aos primeiros três meses de 2018 mas que, ainda assim, consegue manter-se acima da Apple (5ª posição) naquele mercado.

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Certamente que estes números serão alvo de uma profunda reflexão por parte da direção da Xiaomi. Numa altura em que a empresa entrou na bolsa, os seus possíveis investidores não ficarão muito satisfeitos com o seu parco desempenho nos últimos meses.

Importa notar que os segundo e terceiro lugares são ocupados por mais duas marcas caseiras. Aqui temos uma dominância do consórcio BBK Electronics, com a Oppo e Vivo a ocuparem, respetivamente, os restantes lugares do pódio.

A Oppo registou um tímido crescimento de 3% face ao período homólogo de 2017. Já a Vivo foi capaz de crescer 20% face ao segundo trimestre de 2017, assegurando para si 20% do seu mercado caseiro.

Perspetivando o restante de 2018, os analistas da Canalys prevêem que o mercado chinês continue a contrair ao longo dos trimestres que se seguirão. Este cenário será, obviamente, mais prejudicial para as marcas mais pequenas, em razão do seu menor poder financeiro para enfrentar tais dificuldades.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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