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Apesar das investidas da administração Trump, a fabricante chinesa não desistiu facilmente do mercado norte-americano.

A Huawei está a desenvolver o seu próprio sistema operativo para os seus smartphones, tal como noticiamos aqui na 4gnews nos finais de abril. Isto não significa que a fabricante chinesa abandone o Android. Todavia, se for impedida de o utilizar poderá lançar mão do Plano B, uma estratégia “in extremis“.

Se acompanham a 4gnews certamente saberão que as relações entre o governo dos Estados Unidos da América e a Huawei não estão propriamente nos melhores termos. Muito pelo contrário aliás, com as fabricantes chinesas a serem praticamente barradas do 3º maior mercado mundial de smartphones.

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Agora, esta última vaga de pânico e temor surgiria quando a ZTE, fabricante chinesa, foi impedida por ordem judicial de utilizar qualquer produto norte-americano. Ora, só não é que na definição de produto também entra a de tecnologias desenvolvidas nos EUA.

Isto é apenas a “ponta do iceberg”. Note-se que sendo a Google uma empresa sediada nos Estados Unidos da América, o seu sistema operativo Android é, tecnicamente, um produto norte-americano. Ora, e se as mesmas sanções aplicadas à ZTE incidem sobre a Huawei?

Huawei pode perder a licença para usar o sistema operativo Android

Bom, já estamos a chegar ao busílis da questão. Caso a Huawei perdesse a licença para utilizar o sistema operativo Android. Como poderia a fabricante de smartphones vender os seus ditos smartphones? Coloca-se uma questão deveras pertinente e que poderia ser ainda mais grave se a Huawei dependesse dos produtos da Qualcomm (processadores). Tal não sucede mas a hipótese de perder a licença de utilização do sistema operativo Android é bem real, ainda que extremamente remota.

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A marca tentou “reatar relações” com a administração Trump. Na imagem temos o Mate 10 Pro.

A ZTE foi recentemente impedida de usar produtos e serviços norte-americanos

Sabemos que por norma as fabricantes têm todo o interesse em manter o mesmo sistema operativo, a mesma plataforma. Isto para criar nos consumidores uma sensação de segurança, previsibilidade e fiabilidade a curto /médio e longo prazo.

Posto isto, por via da regra as fabricantes estabelecidas não vão procurar criar alternativas a um sistema tão bem implementado como o Android. Apenas o farão in extremis. Isto se mais nenhuma solução se afigurar plausível ou se forem obrigadas a tal para continuar a vender o seu produto / serviço.

A Huawei já tem um Plano B para os seus smartphones

No caso da Huawei, o Plano B consiste numa alternativa à plataforma Android utilizada até então pela fabricante chinesa. Tudo isto com base nos receios de poder sofrer o mesmo destino da ZTE, marca cujas ambições têm sido frustradas.

Note-se que recentemente o governo norte-americano tem dificultado os negócios das empresas chinesas em solo americano. Tendência que se deverá manter durante os próximos 3 a 7 anos da administração Trump. Não é uma guerra mas é uma atitude bastante protecionista do governo norte-americano.

Ainda assim, a situação pode assumir contornos mais severos. Isto caso a Huawei, ZTE e demais fabricantes chinesas não ajam de acordo com as imposições estatais. A solução, caso não se queiram submeter ao que lhes é ordenado será a saída dos EUA. Mais uma vez, chamar a isto “guerra” assumida é uma autêntica verborreia.

Smartphones da Huawei fora das operadoras e lojas físicas nos EUA

Tudo começaria quando no início de 2018. Quando Huawei se preparava para entrar oficialmente, através das operadoras, no mercado dos EUA. Contudo, escassas horas antes de o negócio surtir efeito, a operadora AT&T desistiu do mesmo.

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A fabricante chinesa apresentaria recentemente os seus novos topos de gama. ©reuters

Desistindo de comercializar os dispositivos móveis da fabricante chinesa, sendo a sua atitude seguida pelas demais operadoras. Note-se que no mercado norte-americano cerca de 80% do volume de smartphones vendidos é através deste canal de vendas.

Aí, a importância das operadoras (AT&T e Verizon) como canal de distribuição não pode ser subestimado. Seria o primeiro golpe para as ambições da marca em solo norte-americano mas estava muito longe de ser o último.

Na altura não tivemos um esclarecimento oficial sobre o que terá motivado as várias operadoras a cancelar o negócio com a Huawei. Todavia, segundo a imprensa internacional terão sido as pressões da administração Trump. Com estes canais de venda a serem pressionados por Washington a deixar cair o negócio.

Pouco depois, em fevereiro, vimos uma posição concertada entre o FBI, NSA e CIA exortando os consumidores norte-americanos a afastarem-se da Huawei e dos seus produtos. A partir daí espalhar-se-ia o medo, sempre irracional mas vorazmente eficaz.

Qual será o Plano B ao Plano B da Huawei?

Esta que é atualmente a 3ª maior fabricante mundial de dispositivos móveis vê agora adiadas as suas ambições de vir a ultrapassar a Apple ou a Samsung. Sem uma presença no mercado norte-americano, a fabricante Android carece de uma boa “fatia” de consumidores.

Todavia, é insensato persistir e tentar contrariar a atual postura dos Estados Unidos da América. Antes que seja necessário ativar o Plano B. Ora, a partir daí começar um novo capítulo sem o Android e/ou os serviços da Google.

Note-se que tal como refere a agência Reuters, Departamento de Comércio dos Estados Unidos aplicou fortes sanções à ZTE. Esta fabricante chinesa de smartphones Android e equipamentos de telecomunicações está impedida de utilizar produtos americanos.

Em causa estão as importações dos seus produtos para o Irão que acabam por quebrar os embargos comerciais impostos ao país do médio Oriente. Entretanto a ZTE receberia também uma sanção pecuniária de 890 milhões de dólares. Aqui devido a várias transgressões das quais não negaria a culpa.

Agora, tendo em conta os entraves encontrados, a Huawei acabou por desistir deste mercado, pelo menos por agora. Entretanto, redobrou a sua aposta na Europa, mercado onde continua a crescer a bom ritmo.

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