
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Ecrã | 6.71", LTPO, OLED, 120Hz, 6000 nits |
| Processador | Snapdragon 8 Elite Gen 5 |
| Câmaras traseiras | 50 MP (principal) + 200 MP (telefoto 3,7x) + 50 MP (ultra angular) |
| Bateria | 6270 mAh (100W cabo / 80W sem fios) |
| Resistência | IP68/IP69K |
A Honor continua a sua caminhada para se estabelecer como a alternativa premium no mercado Android e o Magic8 Pro é a sua mais recente cartada. Com um preço de lançamento de 1299 euros em Portugal, este equipamento posiciona-se num patamar onde não há margem para erros. Felizmente, já é possível encontrá-lo a valores mais competitivos, a rondar os 1099 euros na Powerplanet para a versão de 12 GB de RAM e 512 GB de armazenamento.
Testámos o equipamento intensivamente para perceber se as melhorias face à geração anterior justificam o investimento. Se leste a nossa análise ao modelo Magic7 Pro, sabes que a fasquia estava alta. O Magic8 Pro traz argumentos de peso na fotografia e resistência, mas toma algumas decisões questionáveis no software e na capacidade da bateria para o nosso mercado.

Experiência de Utilização
Design e construção
Suceder a um equipamento de sucesso é sempre ingrato. O design do Honor Magic8 Pro mantém a linguagem visual que a marca tem vindo a aperfeiçoar, com o módulo de câmaras circular em destaque. A grande novidade física é a inclusão de um botão de AI na lateral, que replica a funcionalidade do botão de câmara que vimos noutros concorrentes.
A utilidade deste botão é discutível. Permite abrir a câmara e controlar o zoom a deslizar o dedo, mas, tal como referi na análise ao iPhone 16, a interação tátil no ecrã continua a ser mais intuitiva e precisa para a maioria das situações. Acaba por ser mais uma demonstração de capacidade técnica do que uma necessidade real do utilizador.

A Honor não poupou na construção. O equipamento transmite uma sensação de solidez impressionante, ajudada pelo novo vidro na frente e pela certificação IP69K. Isto significa que o telemóvel resiste a mergulhos e aguenta jatos de água a alta pressão e temperatura. O peso de 219g está num ponto intermédio do aceitável e as margens ligeiramente curvas ajudam a que se acomode bem na mão.
O módulo de câmaras traseiro continua muito pronunciado, algo que já tínhamos notado na review ao Honor Magic V5. É o preço a pagar pelos sensores de grandes dimensões que aqui habitam. Na frente, a "ilha" em forma de pílula que alberga a câmara e os sensores 3D continua presente. Funcionalmente é excelente para o desbloqueio facial, mas esteticamente preferiria um simples punch-hole para uma experiência mais imersiva e menos "iPhonesca".

Ecrã e áudio
O painel deste Magic8 Pro é, sem dúvida, um dos melhores que já passaram pelas nossas mãos. O brilho máximo é estonteante, pois permite uma legibilidade perfeita sob sol direto, e as tecnologias de proteção ocular da Honor continuam a ser uma referência para quem passa muitas horas a olhar para o telemóvel.
Para se ter uma noção do que estou a falar, este equipamento tem um pico de brilho de 6000 nits. É dos mais altos que encontras na indústria neste início de 2026 e isso nota-se no uso externo quando andamos na rua. Ver séries ou jogar neste ecrã é algo digno de topo de gama.

No departamento sonoro, a Honor mantém a tradição. Os altifalantes têm bastante potência e atingem volumes elevados. Aliás, provavelmente dos mais elevados que tenho testado na indústria. Chegam a um volume mais elevado que, por exemplo, num POCO F8 Ultra. Mas esse modelo, mais acessível, apresenta uma clareza no áudio que me agradou mais.
Aumentar o volume resulta numa vibração na traseira do equipamento, o que é algo que não esperava encontrar num smartphone de mais de 1000 €. É o "preço" a pagar por esta potência de áudio. Se procuras um telemóvel capaz de substituir a tua coluna portátil, este é uma boa escolha. Provoca mesmo sentimos mistos neste campo.

Câmaras
O sistema fotográfico continua a ser um dos grandes chamarizes desta série de telemóveis da Honor. A câmara principal fornece fotos detalhadas e com excelente alcance dinâmico em qualquer condição de luz, com a consistência da geração anterior. Aliás, não há propriamente mudanças no hardware. O que já era bom continua bom.
A grande estrela é o novo sensor de 200 MP na teleobjetiva. O nível de detalhe que consegues captar com zoom é muito bom, pois permite recortes agressivos sem perda significativa de qualidade. Nos retratos, o Honor faz um bom trabalho, mas falta-lhe aquele recorte clínico e naturalidade que vimos no OPPO Find X9 Pro.
Por outro lado, a câmara ultra angular e a câmara frontal não acompanham a excelência dos sensores traseiros principais, com resultados bons, mas não ao mesmo nível. No vídeo, a estabilização é sólida, mas o iPhone 17 Pro Max continua a deter a coroa no que toca a detalhe e fluidez de gravação.
Bateria
Aqui reside a maior desilusão para o consumidor europeu. Enquanto a versão global ostenta uns impressionantes 7100 mAh, a unidade que chega a Portugal fica-se pelos 6270 mAh. É uma diferença substancial que a marca não conseguiu igualar a esforços de concorrentes como a OPPO no já referido Find X9 Pro. Ainda assim, a autonomia é muito boa e chega perfeitamente para um dia de uso intenso.
O carregamento de 100W é rapidíssimo, já que enche a bateria em cerca de 40 minutos. Ao comprares na Powerplanet, tens a vantagem de o carregador vir incluído, algo que não acontece nas versões de retalho nacional. O carregamento sem fios de 80W é um luxo, mas obriga a ter um carregador compatível para tirar partido dessa velocidade.

Desempenho e interface
O processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 "voa". Não há aplicação ou jogo que faça este telemóvel suar. O multitasking é fluido e a resposta do sistema é imediata. O Genshin Impact, por exemplo, corre aqui como manteiga, assim como meu adorado Pokémon Go. As pontuações no Geekbench 6 (plataforma de testes de desempenho) fazem jus ao que sentimos no uso real.
Pontuação do Honor Magic8 Pro no Geekbench 6
- CPU: Single-core - 3698 pontos; Multi-core: 10924 pontos
- GPU: 23685 pontos

A Honor compromete-se agora com 7 anos de atualizações de Android, o que é de louvar e coloca a marca a par dos melhores do mercado em longevidade. Onde a Honor precisa de repensar a estratégia é no MagicOS 10. A interface continua a tentar emular o iOS de forma excessiva.

Isto nota-se na interface de personalização botão de câmara até temas que lembram o "Liquid Glass". Além disso, um equipamento deste preço não devia vir com bloatware e aplicações de terceiros pré-instaladas. É um ruído visual desnecessário num produto premium.

Para quem é o Honor Magic8 Pro?
É para ti se...
- Valorizas a fotografia com zoom e queres captar detalhes à distância;
- És desastrado e precisas de um telemóvel ultra resistente (IP69K);
- O ecrã é a tua prioridade para consumo de multimédia.
Não é para ti se...
- Procuras uma experiência de Android limpa e sem apps pré-instaladas;
- A qualidade de vídeo é o teu critério número um;
- Queres ter a maior bateria num topo de gama Android.

Conclusão
O Honor Magic8 Pro é mais uma demonstração da qualidade e potencial da marca que, de certa forma, acaba beliscada por decisões regionais e de software. O hardware é de topo, a construção é magnífica, o ecrã tem um brilho acima da média e as câmaras principais são excelentes.
No entanto, saber que existe uma versão com mais bateria noutros mercados deixa um sabor amargo, e a interface precisa de encontrar a sua própria identidade. Ao preço promocional de 1099 euros, é uma compra muito mais racional e recomendável do que ao preço original. Apesar de alguns contras, fornece-te uma das experiências mais completas de 2026.
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