Google vai abandonar os processadores Snapdragon no Pixel 6

Carlos Oliveira
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Há muito que se fala na possibilidade de a Google desenvolver os seus próprios processadores. Pois bem, esses rumores vão concretizar-se já este ano com o lançamento do Google Pixel 6.

Esta informação é avançada pela publicação 9to5 Google, que diz ter tido acesso a documentos que comprovam esta mudança de paradigma. Assim sendo, 2021 será o adeus da gigante americana aos processadores da Qualcomm.

Google Pixel 6 virá equipado com o primeiro processador "Whitechapel"

No início de 2020, correu o rumor de que a Google estaria a desenvolver o seu primeiro SoC (system on chip). Este conta com o nome de código Whitechapel e é ainda conhecido internamente como GS01. Importa notar que GS significa Google Silicon.

Google Pixel 5

Agora, a fonte refere ter encontrado nesses documentos uma conexão entre os Whitechapel e a designação "Slider". Ao que a 9to5 Google conseguiu apurar, o último trata-se de uma plataforma partilhada para os primeiros processadores da Google.

O primeiro produto fruto deste projeto deverá ser apresentado no outono deste ano, coincidindo com o habitual momento de apresentação dos Pixel topo de gama. Algo que corrobora ainda as afirmações de Sundar Pichai, CEO da Google, que prometera novidades interessantes para 2021.

A Google parece assim querer seguir o caminho da Apple com o desenvolvimento dos seus próprios processadores. Também os novos SoC´s da empresa de Mountain View deverão dirigir-se a smartphones e Chromebooks.

Samsung é a parceira da Google no desenvolvimento deste processador

Ao que tudo indica, a Samsung estará a colaborar com a Google para o desenvolvimento dos processadores Whitechapel. Sendo a Google uma empresa maioritariamente de software, faz sentido buscar ajuda e conselho junto de alguém com maior experiência no ramo.

Os processadores da Google poderão partilhar algum knou-how dos semelhantes Exynos. Até porque ambos serão desenvolvidos sob a alçada da divisão SLSI da sul-coreana, o que significa que poderão partilhar também alguns componentes de software.

Esperamos é que os processadores da Google possam ter uma melhor gestão energética do que os Exynos. Os processadores da sul-coreana têm protagonizado uma rivalidade com os Snapdragon, mas note-se que os últimos têm levado sempre a melhor.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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